Contos extraordinários!

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Contos extraordinários!

Mensagem por Alquimista em 12/12/2017, 01:51


Um Conto Real

Certa dia, na calada da noite, estava EU a realizar alguns experimentos alquímicos quando, do nada, começo a escutar uma linda melodia vinda de fora da minha domus.
Quando cheguei ao quintal para checar, eis que me deparo com uma cavalheiro deveras distinto, soberbamente asseado, com uma barbicha bem aparada, trajando elegantemente um smoking impecável e uma capa mais negra que o Érebo, e com trejeitos clássicos de um homem inigualavelmente educado. Em seus braços portava um violino, um autêntico Guarneri del Gesù... Eis a fonte sonora que estava a ouvir...
O mais impressionante é que o cavalheiro soava o instrumento com tanta virtuosidade, que a noite parecia ter congelado no tempo para que aquele violino pudesse soar eternamente.
Estupefato, perguntei qual era o nome do cavalheiro.
''Mefistófeles'', foi a sua resposta. E continuou a tocar maravilhosamente uma melodia infernal...
Até hoje não entendi como esse tal de Mefistófeles conseguiu adentrar na minha residência, mas como a interrupção me deixou ansioso, desafiei esse tal de Mefistófeles para um duelo musical.
Ele, ao violino, e EU, no piano. De repente começamos a improvisar o mais árduo dos capricce.
Por mais que aquele senhor fosse um músico incomparável, nem precisa dizer quE(U)m triunfou no duelo.
Encolerizado e inconformado pela derrota, no sombrio negror da noite esse tal de Mefistófeles dá um grito agonizante e desaparece em meio a uma espessa nuvem de fumaça, seguida de um forte odor de enxofre.
''Certamente ele devia ter uma daquelas bombas de fumaça que talvez usasse enxofre como componente químico para lhe ajudar a assaltar as casas no período noturno'', pensei...
Bom, depois disso voltei aos meus experimentos arcanos e nunca mais fui perturbado. Quanto ao distinto cavalheiro do violino que uma vez me visitou na mais soturna das noites, espero que esteja feliz tocando em alguma orquestra pelo mundo afora.


Última edição por Alquimista em 12/12/2017, 21:20, editado 1 vez(es)

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Re: Contos extraordinários!

Mensagem por Alquimista em 12/12/2017, 03:19


Um Conto Infantil:

Em busca da verdadeira luz

Era um vez...

Um velho marinheiro que resolveu partir de sua terra e migrar para um lugar longínquo, desconhecido, mas conhecido por todos, sem localização, mas que se localiza em tudo.
Ele não aguentava mais seu país. Tanta tirania, injustiça, maldade... Pra que suportar mais isto?
Ele foi o primeiro e único e o mais corajoso a partir porque seus companheiros já estavam adaptados demais naquele “Reino de Hades”.
Ele foi o primeiro e único porque olhava mais longe do que os outros. Porém, não só os seus olhos físicos é que estavam abertos, mas também seus olhos da mente.
Partiu, então, somente com seu velho barco, um saquinho com algumas moedas e um diário de anotações pessoais.
Navegou, navegou e navegou pelo oceano, olhando as aves ensanguentadas, chorando, pedindo à Fênix um lugar melhor para viver. Naquele oceano tudo era um verdadeiro caos. Os peixes nadavam sem destino, pois Poseidon já não podia mais guia-los.
“Será que neste lugar tudo é igual ao meu país?”- Pensava o marinheiro, com suas barbas brancas caindo no mar.


“Atenção meus caros súditos. Hoje será um dia importante para nós e este reino. Hoje será o início de uma nova era. Uma nova parte da história começará! Espero que Píngen possa cumprir esta missão.”
“Sim, meu rei, prometo que sim. Você confiou em mim como o mais capaz de realizar esta gloriosa tarefa. Prometo que não o decepcionarei. Conquistarei todas as terras que encontrar e trarei muito ouro e riquezas para o senhor. Para isso, levarei comigo sete mil homens e setenta grandes embarcações.”
Ao raiar da aurora, Píngen partiu para sua missão. Mas seus primeiros dias de viagem foram horríveis.
Ele teve que atravessar os terríveis pântanos de gás venenoso e os bosques que produziam assobios que confundiam os navegantes. Além disso, ele teve que passar pela ilha de Hévea.
Hévea era uma linda mulher alada que enfeitiçava os que ali passavam, fazendo com que o mar sugasse aqueles que não tivessem um olhar puro. Só conseguiria passar por ela aquele que, mesmo com os olhos abertos, não visse nada. E Píngen foi o único que conseguiu fazer isso.
Mas como tudo tem um preço, todos os seus sete mil homens foram tragados pelas tenebrosas águas.
Sozinho, Píngen agora só via água em todas as partes. Então, ele esperou, esperou, e esperou, sem saber onde estava, mas estava no centro de tudo. De repente, ele vê no horizonte um ponto muito pequeno se aproximando.
Depois de três horas, o identifica como um barco navegado por um velho marinheiro de grandes barbas brancas e pôde notar que este velho lobo dos mares estava absorvido, escrevendo em seu diário.
“Quem é você?” - Perguntou Píngen.
“Quem sou eu?! Eu sou o fim de um país e o começo de outro.”
“Está procurando por algo?”
“Sim, o mesmo que você, menos ouro e terras.”
E partiram juntos daquela terra escura cujo mar era cinza.


“Onde nós estamos? O que significa isto? Parece outro mundo.”
E na verdade era! Só que eles não se lembravam da terrível tempestade que os levou para lá, pois, com o susto da tormenta, desmaiaram.
“Veja, Píngen, é terra!”
Além de terra, eles também notaram que o céu estava rosa e no firmamento havia cinco luas.
Agora a água do mar era tão transparente que dava a impressão de o barco estar flutuando no ar.
Então, eles foram de encontro a terra para matarem a fome e a curiosidade, já que nunca haviam visitado outro mundo.
Agora sim era o início de uma nova era!


“Atenção! Splanderus, Radimus, Damiantus, Cerquanteus e todos os outros, apontem suas armas para aquele barco!”
“Mas, por que, General Blizus? Eles podem ser amigos!”
“Está bem! Desde que não descubram nosso segredo, tudo bem.”

“Veja, Pingén, que terra mais maravilhosa!”
“É mesmo! Nunca vi nada igual! Isso sim é que deve ser o verdadeiro Éden!”
“E pensar que você estava em busca de ouro; isso aqui vale muito mais.”
“Parem imediatamente aí mesmo!” - Disse um monstrinho verde que não tinha olhos, habitante daquele lugar, e atrás dele havia outros cem.
“Quem são vocês?” - Perguntou Píngen.
“Sou Damiantus, capitão do fiel exército do Rei Krézus.”
“Rei Krézus?! Aqui vocês também possuem um rei? E falam a mesma língua que a nossa?!” - Questionou o velho marinheiro.
“Todos os seres desse mundo falam a mesma língua. Aqui nunca teve uma ‘’Torre de Babel’’. Na verdade, aqui vocês não falam suas línguas mães, mas a única que existe.”
“Por isso é que nos entendemos naquele oceano, velho marinheiro.” - Observou Píngen.
“Um portal, meus caros visitantes, não era bem um oceano.” - Disse um monstrinho diferente que saia detrás da mata, e usava um cajado. Ele dava a impressão de ser o mais velho de todos.
“Este é Diólubus!” - disse Damiantus. - “Ele é considerado um sábio sagrado, conhecedor de todos os mistérios do universo. É o mais velho entre nós, além de ser o fiel conselheiro do Rei Krézus.”
“O que procuram no nosso mundo?” - Perguntou Diólubus.
“Não sabemos.” - respondeu Píngen. - “ Simplesmente saímos de nossas terras por alguma razão e viemos parar aqui, sem motivo algum. Não dá pra entender.”
“Pois eu já sei o motivo!” – bradou Diólubus, com muito orgulho. - “Mas o contarei em melhor momento. Enquanto isso, venham à minha humilde casa. Vocês devem estar famintos. Vamos comer e depois conversaremos um pouco. Quanto a vocês da guarda real, podem ir embora.”
“Nem sei como agradecer, Diólubus!” - Disseram os visitantes um pouco perplexos por lá haverem comidas que eles podiam digerir.


DIÁRIO DO VELHO MARINHEIRO:
CARO DIÁRIO, NESTES DIAS EM QUE ME ENCONTRO AQUI, PERCEBI QUE NESTE MUNDO QUASE NADA DIFERE DAQUELE EM QUE MORAVA. COMECEI A PERCEBER QUE OS NATIVOS SE APAIXONAM PELAS APARÊNCIAS, PELA GANÂNCIA, ENFIM, PELOS MESMOS VALORES MESQUINHOS QUE TENTEI DEIXAR PARA TRÁS, QUANDO DESERTEI.
ASSIM QUE CHEGUEI, HAVIA PENSADO QUE ESTAVA NUM PARAÍSO, MAS DEPOIS VI QUE AQUI REIS TAMBÉM GOVERNAM COM TIRANIA, OS HABITANTES SÃO INFELIZES E TRABALHAM CONTRA SUAS VONTADES, ENFIM, TODOS NÓS NOS SENTIMOS ATRAÍDOS PELO QUE É DIFERENTE E BONITO, MAS NA REALIDADE ESSAS COISAS NÃO ESTÃO NAS APARÊNCIAS E SIM EM NOSSO INTERIOR.
MAS, EM COMPENSAÇÃO, GANHEI VERDADEIROS AMIGOS. COMO PÌNGEN E DIÒLUBUS, QUE SÃO OS SERES MAIS HONESTOS QUE JÁ CONHECI. TEM TAMBÉM A NATUREZA DAQUI, QUE É ALGO MUITO EXUBERANTE, QUASE INTOCADA.
TENHO SAUDADES DA MINHA CASA, DA MINHA FAMÍLIA. ACHO QUE ERREI AO TER DADO AS COSTAS PARA TUDO E TER PARTIDO IGUAL A UM COVARDE. DEVERIA TER LUTADO PELA HUMANIDADE, TALVEZ VALERIA A PENA. É ARRISCANDO QUE SE VENCE.
JÁ SEI! AGORA MESMO VOU PROCURAR DIÓLUBUS PARA ME AJUDAR A VOLTAR.


Quando o velho marinheiro estava atravessando os jardins gigantescos, parou para escutar uma linda melodia que ecoava por ali. Então ele viu algo parecido com um esquilo numa grande árvore tocando uma espécie de flauta.
“Que som mais encantador! Mas por que toca aí tão em cima, e sozinho?” - Perguntou o marinheiro, sabendo que até os animais deveriam saber falar aquele tipo de idioma universal que Damiantus havia lhe falado.
“Porque já não tenho mais cemitérios para tocar.” - disse o esquilo. - “Você ainda não percebeu, pobre humano mortal, que neste mundo nada pode morrer?”
“Como?! Impossível! Qual é a explicação para isto?”
“Se lhe contar eu sei que as feras deste jardim me prenderão e depois me matarão. Mas você descobrirá, humano mortal, já que não veio aqui por acaso. Agora tenho que ir.”
E desapareceu...


Quando o velho marinheiro chegou na casa de Diólubus, viu que Píngen estava dormindo no sofá da sala. Então julgou que aquele seria o momento exato para conversar com o sábio.
“Diólubus, existe alguma maneira de eu voltar para minha terra?”
“Sinto muito, estimado amigo, mas não há mais nenhuma maneira.”
“Por quê?”
“Porque seu mundo não existe mais.”
“Como disse?”
“Sente-se aqui na mesa; é uma longa história”


“Então, foi isso que aconteceu. Há algum tempo, duas nações travaram uma guerra que acabou destruindo o seu mundo. Isto aconteceu porque cada uma delas havia perdido suas almas mais valiosas, e estas almas são você e seu querido companheiro que se encontra ali, nos braços de Morfeu.”
“Píngen?!”
“Sim. Só vocês poderiam ter salvado aquele mundo. Como as únicas almas honestas foram embora, só restaram as más, o que gerou o caos.”
“Então Érebo tomou conta do meu mundo... O que devo fazer agora?”
“Bom, meu velho, acho que chegou a hora de você saber toda a verdade. Acorde Píngen porque o que eu vou lhes contar será muito importante.”


“Damiantus, você e sua família sempre foram os servos mais fiéis que um soberano poderia querer. Mas agora me diga, devo confiar nestes dois estranhos do outro mundo e no meu antigo conselheiro?”
“Meu mais amado rei, antes eu achava que sim, que eles eram inofensivos, mas ultimamente meus espiões relataram que os dois estranhos andam muito ligados com o sábio compartilhando informações que não fomos capazes de captar. Além disso, eles são muito curiosos, ficam por aí bisbilhotando tudo o que encontram pela frente. Temo que os dois fiquem sabendo demais e acabe por descobrir nosso mais precioso segredo.”
“Não tema mais, meu fiel leão de chácara. Agora mesmo eu ordeno que você e seus guardas prendam os três e os tragam imediatamente para mim. Vamos descobrir tudo o que eles sabem.”
“Sim, rei Krézus, vou reunir meus homens já.”


“Querido Píngen, querido marinheiro, o que vou lhes contar é muito triste e grave. Portanto, escutem com muita atenção. Apesar do que pensam agora, este mundo já foi um verdadeiro paraíso. Não existia nada de ruim, nem o tempo existia.”
“Como assim o tempo não existia?” - perguntou Píngen.
“Vocês humanos se preocupam muito com o tempo fazendo com que ele passe depressa demais. Naquela época tudo era tão bom que ninguém se preocupava com ele. Podíamos até controlá-lo, pois a sua percepção é que importa, acima de seus efeitos.”
“Sim, entendi. Me desculpe pela interrupção. Continue.”
“Bem, tudo era perfeito até que um dia um tal de Krézus e seu exército vieram de longe dizendo serem libertadores, mas na verdade eles eram conquistadores e opressores. Todavia, o mais estranho era a característica que eles possuíam: eles não tinham olhos nem corações.”
“Sim, isso é mesmo muito estranho, já havia percebido.” - Argumentou o marinheiro.
“Claro, mas deixe-me mostrar uma coisa para vocês. Sabem aquele forte feixe de luz lá no fim do horizonte?”
“Sempre quisemos saber o que era aquilo.”
“Agora vão saber. Lá é onde eles esconderam os seus olhos e corações. Assim eles não podem sentir mais nada e nem morrerem.”  
“Ah, então era disso que o esquilo estava falando” - disse o marinheiro, fazendo com que os outros dois o olhassem com surpresa. - “Me desculpe. Mas o que aconteceu com a população?”
“Também estão escondidos e presos lá, ou melhor, somente os mais velhos. Quando Krézus e seu séqüitos chegaram, só permitiram que os mais novos aqui vivessem, pois temiam que os velhos, mesmo sem os olhos e os corações, pudessem criar alguma resistência. Mas como há uma exceção para toda a regra, o único ancião que eles permitiram viver aqui era eu, desde que servisse fielmente Krézus, que agora era o déspota daqui. Ele fez isso porque precisava muito de alguém com bastante experiência e conhecimentos para ser guiado nesta terra, que era desconhecida para ele. Além do mais, sou o único que tem acesso ao Oráculo, por isso sou tão importante. Daí o motivo de vocês me acharem diferente quando me viram, pois sou o único que ainda tem olhos e um coração.”
“Por isso que você é o mais velho!”
“Sim, Píngen, sou tão mortal quanto você e seu companheiro, mas tenho muitos anos.”
Então de repente o velho do mar levanta bruscamente da mesa e resolve saber por que Diólubus estava lhes contando tudo aquilo.
“Aonde você quer chegar? Por que escolheu dois estranhos para revelar este terrível segredo?”
“Porque o Oráculo profetizou que dois estrangeiros viriam para salvar nosso mundo. Ele também disse que os salvadores seriam o fim de um mundo e o começo de outro.”
“Igual ao que você disse, marinheiro, quando me encontrou lá no oceano” - disse Píngen.
“E como você acha que posso derrotar Krézus?” - Retorquiu o velho marujo para Diólubus.
“A única maneira é indo lá na luz e devolver os olhos e os corações para todos os seres deste mundo. Porém, é muito difícil chegar até lá. Há sentinelas por toda a parte.”
“Mas Píngen pode ir. Uma vez ele me contou que consegue ir a qualquer lugar sem ver nada. Sendo assim, ele pode passar por tudo porque o medo, assim como o tempo, também pode ser manipulado em nossas mentes.”
“Você está começando a entender os mistérios ocultos, meu amigo do mar.” - Disse o sábio.
“Mas Diólubus” - interrompeu Píngen. - “mesmo que eu consiga fazer tudo isso, quem garante que Krézus e sua legião não cometerão os mesmos crimes novamente?”
“Porque assim que todos tiverem os seus corações novamente, a maioria irá experimentar pela primeira vez o que é a bondade. Então acredito que daí para frente eles ficarão tão felizes que nem o mais poderoso tirano poderá lutar contra uma coisa que eu penso que seja o verdadeiro ideal. Mas é claro que existe o risco, porém sempre vale a pena dar mais uma chance para a bondade. Mas agora saiam daqui. Já é tarde! E, Píngen, a esperança é você!”


Assim que eles foram, a casa de Diólubus foi tomada de assalto por toda a legião do rei Krézus.
“General Blizus! Damiantus! O que querem?”
“Você e seus dois novos amigos estão presos em nome do rei, seu mísero velho!”
“Estão atrasados! Uma nova era está por vir.”
“Você revelou o nosso segredo, seu velho maluco! Eu sabia que algum dia iria nos trair. Se o rei não precisasse tanto de você e do seu maldito coração para acessar o Oráculo ...”
“Traição?! Vocês é que são uns traidores. Vocês traíram a liberdade, vocês traíram a justiça, vocês traíam a verdade. E por mais que se esforcem a justiça sempre triunfará, mesmo sendo cega, e a verdade sempre sobrepuja a abominação que alguns criam. Portanto, não me culpe, essa é a lei das leis e vocês são impotentes perante ela. O Oráculo sempre soube disso.”
Então Damiantus desembainhou sua espada e num lance de fúria foi para cima do pobre ancião:
“Malditooooooo!”

DIÁRIO DO VELHO MARINHEIRO:  
SOU MUITO GRATO ÀS FORÇAS DESTE UNIVERSO, POIS TUDO TERMINOU BEM, OU MELHOR, QUASE TUDO. DIÓLUBUS MORREU E LAMENTO MUITO A SUA MORTE, MAS PÍNGEN CONSEGUIU CUMPRIR O QUE HAVIA PROMETIDO. NÃO ERA ENCONTAR OURO E RIQUEZAS PARA INFELIZES TIRANOS, MAS RESTAURAR A BONDADE EM INÚMERAS ALMAS ERRANTES AO DAR DE NOVO SEUS CORAÇÕES. AGORA TODOS TEM OLHOS PARA VER E UM CORAÇÃO PARA SENTIR O QUE VOLTOU A SER O PARAÍSO QUE NUNCA DEIXOU DE SER, MAS QUE NIGUÉM ACREDITAVA MAIS QUE EXISTIA.
A PAZ E A LIBERDADE IMPERAM NOVAMENTE.
É CLARO QUE LAMENTO O QUE ACONTECEU EM ANTIGO MUNDO, MAS O QUE ME CONSOLA É QUE POSSO RECOMEÇAR TUDO, E AGORA COM UM VERDADEIRO IDEAL, POIS O QUE SEMPRE QUIS FOI CONTRIBUIR, DOANDO DE TIJOLO EM TIJOLO NO QUE ACREDITO SEJA A ÚNICA EDIFICAÇÃO QUE VALE A PENA CONSTRUIR, A VERDADEIRA FRATERNIDADE ENTRE TODOS OS SERES QUE EXISTEM.
NESTA ÁRDUA JORNADA APRENDI QUE TODOS NÓS NASCEMOS PARA TER ALGUM OBJETIVO A CUMPRIR. DEVEMOS LUTAR PARA QUE ELE SEJA JUSTO.
É MUITO IMPORTANTE DARMOS VALOR NAQUILO QUE ESTÁ DENTRO DE NÓS, QUE NOS FAZ CRESCER, E NÃO NAS APARÊNCIAS E NO MUNDO ILUSÓRIO.
AGORA JÁ NÃO SOU MAIS UM SOLITÁRIO NAVEGANTE QUE DEIXOU O SEU NOME NO PASSADO. AGORA ME CHAMO ESPERANTUS. ESTOU EM PAZ, VIVO FELIZ.
E A VIDA DE DIÓLUBUS, TÃO COVARDEMENTE TIRADA, NÃO FOI EM VÃO.
MAS NENHUMA SERÁ SE TODOS FIZER VALER A PENA.
LUTEM POR UM IDEAL QUE SEJA VERDADEIRO E JUSTO.  
NÃO TENHAM MEDO DE ATRAVESSAR AQUELE MEDONHO OCEANO.
É O QUE DESEJO PARA TODOS OS SERES, FRATERNALMENTE.

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Re: Contos extraordinários!

Mensagem por Alquimista em 12/12/2017, 03:52


Quem conta um conto aumenta um ponto.

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Re: Contos extraordinários!

Mensagem por Alquimista em 12/12/2017, 04:05


Um Conto sobre o Amor?

Mas o que é ''Amor''?! O ''Amor'' existe?!

O ''Amor'' é só mais uma autoilusão.

Assim como ''deus'', trata-se de mais uma invenção, dessa vez criada pelos trovadores medievais.

Não é a toa que dizem: ''deus é amor''. HAHAHAHAHAHAHAHAHA...

Mas e o ''Amor Paternal''?

Ora, até os papais T-Rex se preocupavam com sua prole... Os T-Rex amavam?
No caso dos humanos, é ocitocina lêle... ocitocina lála...

Amor não é uma autoilusão? É só encher a cara de birita. ''Eu amo esse cara aqui..." ''Eu amo esse brother...''

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...


Frio demais?! Ok, crentes, lhes darei então um conto sobre O AMOR, e sobre DEUS... afinal,

''DEUS É AMOR''!!!!!!!

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Re: Contos extraordinários!

Mensagem por Alquimista em 12/12/2017, 04:11


A agonia de Deus

No início dos tempos, tudo era escuro e frio
só havia o nada
o nada dentro de Deus
que, como um artista, começou a criar
pois tinha esse dom.
Criou coisas lindas e fascinantes.
Cometas, estrelas, explosões de luzes
era um quadro pintado com luzes e radiações.
Deus era uma criança brincando com seu dom.
Quando se cansou, quando o seu parque de diversões perdeu a graça,
sentiu-se sozinho.
Precisava criar algo maior
precisava de um grande desafio
de realizar sua obra-prima .
Pensou e pensou, mas nada conseguia.
Frustrado e sozinho,
chorou de tristeza.
Suas lágrimas que caiam sem parar
foram de encontro a um dos astros que havia criado.
Essas lágrimas se transformaram em rios e mares.
De seu triste suspiro veio os ventos.
Seus cabelos caíram por causa da tristeza e formaram um lindo tapete de vegetação.
Quando viu o que havia acontecido,
aquele lindo lugar, Ele sentiu um forte calor
e, como um Sol, deu luz e calor para aquele lugar.
Arco-íris se formaram da junção de luz e água.
Tudo estava tão lindo que só faltava uma coisa,
alguém para compartilhar essa beleza.
E surgiu a sua obra-prima.
Deus criou os animais e depois,
de sua imagem e semelhança,
o ser humano.

"Que grande obra, criar a vida!", pensou Ele.

Agora Ele tinha uma companhia que podia admirar e viver com o que criara.
Deus estava feliz.
Deus parou de chorar.
Aqueles dias frios e escuros se foram.

Assim foi o começo dos tempos,
Um começo de certezas e de grandes aspirações.
O tédio foi-se embora.
Agora era só desfrutar de sua obra.

Os seres humanos fizeram grandes coisas no começo,
construíram e criaram belíssimas obras
que tocavam o seu criador.
Deus estava tão orgulhoso.
Mas uma coisa não podia prever,
e esse era o seu ponto fraco:

O TEMPO!
O tempo não interfere em Deus,
pois Ele existe antes do tempo,
e previsões são os mistérios do tempo.

E com o tempo os humanos foram se degradando.
Nunca mais construíram e criaram coisas belas.
Foram se destruindo e, o pior,
destruindo aquele planeta,
a grande criação de Deus.
Ele não acreditava no que estava vendo,
todo o seu sonho sendo desfeito.
As lágrimas estavam secando,
lágrimas essas que formaram os rios e os mares.
Seu suspiro, que eram os ventos, se esvaía como brumas.
Seus cabelos, a vegetação, destruída e contaminada.
E o calor que outrora sentira
se tornou um frio apavoramento.
Tudo estava dando errado.
Deus ia ficar sozinho de novo.
Chocado, não conseguia mais chorar.

Ele não era capaz de entender o tempo,
mas havia um coisa que queria entender,
uma coisa que sua criação tinha, sentia,
e que O surpreendeu bastante.
Depois de muito pensar, concluiu que isto era a chave,
a chave que resolveria todos os mistérios.
O AMOR

Deus estava com um plano agora.
Deveria entender melhor o que é o amor.
E pôs o plano pra funcionar.
Primeiro se tornou um homem
e se transportou para aquele lugar em decadência,
lugar este que já estava em seu final.
Dos poucos humanos que ainda havia,
Ele escolheu o mais sábio,
aquele que era o mais vivido e mais experiência acumulara.
Era um ancião.
Deus se dirigiu a ele
e começaram a dialogar.

ANCIÃO: O que faz aqui, criatura? És muito jovem. Corra deste lugar podre! Este lugar se acabou.
DEUS: Vim conversar com você.
ANCIÃO: Não há nada pra conversar. Não vê que os rios e os mares secaram? Que os alimentos se foram? Até o Sol se foi. Fuja daqui!!!
DEUS: Não há para onde ir. E não temos nada a perder.
ANCIÃO: O que quer então, meu pobre rapaz?
DEUS: Sinto que você pode ser a chave pra entender tudo o que vem acontecendo.
ANCIÃO: Chave? Que chave? Não há nada para entender.
DEUS: Há uma coisa e preciso que me responda.
ANCIÃO: Qual?
DEUS: O que é o Amor?
ANCIÃO: Hahaha... Meu pobre rapaz, de que planeta você veio?
DEUS: Não temos tempo pra isto. Preciso que me responda, já!
ANCIÃO: Mas é impossível explicar o que é o amor.
DEUS: Você é o mais sábio dos humanos. Deve ter uma explicação.
ANCIÃO: Meu pobre amigo, para entender isso você teria que entrar nas mentes das pessoas. É lá que estão os sentimentos.

Essa frase do ancião despertou em Deus uma grande ideia,
uma ideia muito ousada.
A sua última obra.

DEUS: E se eu te dissesse que poderia mostrar tudo o que sente?
ANCIÃO: Como?! Ficou maluco?!
DEUS: Bem, olhe ali!
ANCIÃO: Nossa, o que é aquilo?! De onde surgiu esta cidade?
DEUS: Eu transformei tudo o que está na sua mente em uma cidade. Todo o seu conteúdo mental, experiências e sentimentos, está lá em forma de avenidas, ruas e prédios.
ANCIÃO: Como você fez isso?! Quem é você?!
DEUS: Não temos tempo! Entre na cidade, percorra suas ruas e me traga o que é o Amor.
            Que a jornada comece!!!

Então o ancião começou a jornada mais importante de sua vida. Iria se deparar com seus sentimentos, seu âmago. Isso o enchia de pavor.
A primeira rua que ele entrou era vazia e sinistra.
Nela havia uma placa que dizia PASSADO.

ANCIÃO: Acho que já estive aqui. Não me é estranha esta rua.

A iluminação desta rua estava toda apagada.
Não se ouvia coisa alguma,
era um estranho vazio.
De repente imagens surgiram, as luzes se acenderam,
pessoas apareciam.
A rua ganhou vida.

ANCIÃO: Eu conheço estas pessoas!!!!
                  Minha avó! Meu avô! Como é possível?!
                  Meus antigos coleguinhas!
                  E olha ali a casa em que morei! E o meu colégio!
                  Tudo está como antes! Que saudade!!!
                  Mas quem é aquele menininho ali brincando na calçada?!

Quando o menininho se virou, um grande susto: era ele quando pequeno.

ANCIÃO: Não pode ser! E olha meus pais ali!
                  Papai, mamãe! Vovô, vovó!!!! O que está acontecendo?
                  Vocês me escutam?

De repente tudo se apagou . Tudo voltou a ficar silencioso.
Suas lembranças se apagaram.

ANCIÃO: Não!!!!! Eu quero voltar. Era tudo tão alegre!

De repente aparece um homem na rua e disse com uma voz assustadora:

ANJO: Você não pode voltar!
O ancião ficou aterrorizado.

ANCIÃO: Quem é você? De onde veio?
ANJO: Eu sou amigo daquele pobre rapaz que conversou com você lá fora. Estava te esperando.
ANCIÃO: Mas você não estava nesta rua minutos atrás.
ANJO: Eu sempre estive com você. Venha, vamos nos sentar ali.

Então eles se dirigiram para uma linda praça.
O ancião pôde notar uma placa na praça que dizia ESPERANÇA.
A praça era muito bela. Tinha fontes, lindos jardins, uma bonita iluminação e do fundo ecoava uma música angelical.

ANCIÃO: Mas que praça bonita. Está tão iluminada. E que jardim lindo! É tão diferente da rua em que entrei.
ANJO: Então, meu amigo, aqui é o lugar onde tudo sempre começa. Aqui é o lugar onde você deve escolher os caminhos que levarão às respostas. Não pode ficar aqui para sempre. Deve continuar sua jornada deste ponto.
ANCIÃO: Mas tenho medo de ir além. Aqui é tão aconchegante. E não quero ficar sozinho.
ANJO: Sempre estarei com você, mas é preciso seguir adiante.
ANCIÃO: Tenho tantas perguntas...
ANJO: Estes caminhos levam às respostas. Deve ir meu amigo. Já é tarde.

O ancião se levantou daquele banco cheio de remorso e pegou a próxima rua.
Esta era mais escura ainda e estava gélida.
Com muito esforço, ele olhou para uma placa que dizia SOLIDÃO.
Um forte medo caiu sobre ele. Não sabia por onde seguir.
Desesperado, começou a correr feito um doido.
Correu, correu, correu, mas a rua parecia não ter fim.

ANCIÃO: Mas o que é isso?! Não aguento mais! Prefiro morrer!

Enquanto agonizava, uma linda estrela cadente vagava pelo céu. Tomado de espanto e admiração, ele começou a andar sem tirar os olhos dela. Não percebia que à sua frente estava um precipício. Mas já era tarde demais...
A queda foi longa e árdua. Quando chegou ao chão, ficou desacordado.
Ao despertar, estava num lugar completamente diferente. Era um lugar primitivo no meio de um grande precipício. Parecia a cratera de um grande vulcão. Este lugar o encheu de temor. Havia uma placa que dizia APRENDIZADO.
Muitas pessoas de vários jeitos se encontravam lá.
De repente, elas o cercaram. Algumas o beijavam. Outras cuspiam nele. Muitas o agrediam e proferiam palavras de insulto.
Eram muitas pessoas. Ele não sabia mais o que fazer.
Estava perdido, desiludido.

ANCIÂO: Que pessoas são essas? Por que fazem isto comigo?
                  Esse lugar me dá medo. Não confio em ninguém aqui.
               
A loucura começou a tomar posse de sua cabeça.

ANCIÃO: Quem sou eu? Um peregrino, um errante numa estrada que não acaba mais? Um rato perdido num labirinto eterno, incompreensível, que não tem saída?
                 Mereço estar aqui? Como vim parar aqui? Tudo o que fiz na vida, meus sonhos, meus desejos, já não valem nada.
                  Sinto o hálito da Morte. Eterna maldição!
                  Sucumbindo dentro de minha própria mente.

Do meio da multidão sai uma senhora bastante idosa, com um aspecto bastante medonho, e que apontou sua bengala para ele e disse com uma voz deveras sinistra:

ANJO: Está com medo deste lugar?
ANCIÃO: Quem é a senhora?
ANJO: Realmente este lugar dá nos nervos... Poucos sobrevivem aqui.
ANCIÃO: Como saio daqui?
ANJO: Por onde lhe causa mais temor. Mas há de se ter força, muita força.

O ancião olhou e olhou e viu que não muito longe dali havia um lugar estranho e perigoso, com as mais terríveis e selvagens criaturas e com as pessoas mais mundanas. Era um antro de feras e perversões. Atrás dali, na muralha do precipício, parecia haver uma enorme rocha que selava uma saída.

"Hum, por isso que é preciso da força." - Pensou o ancião.

ANCIÃO: Ali que me dá mais medo!
ANJO: Sábia escolha. Naquele lugar macabro você deve ir então.

E após uma gélida risada, a velha sumiu como uma névoa.

Enquanto o ancião atravessava este maldito lugar, se deparou com uma placa no caminho que dizia CORAGEM.
Não foi fácil chegar até a rocha, mas de tão desesperado e já todo maltratado, uma súbita força tomou conta dele. Assim, conseguiu mover a rocha.
Uma nova estrada surgiu.
A placa nela dizia FORÇA.
Era um caminho bem moderno, cheio de telas virtuais, diferente do lugar primitivo em que estava.
Nas telas passavam cenas com imagens de sua vida e do seu mundo, as quais ele nunca mais gostaria de ver de novo.
E ainda havia muitas fossas no chão. Fossas que davam num fundo de lavas. Qualquer deslize ou sinal de fraqueza seria o seu fim.

ANCIÃO: Até quando irei resistir???

Para sua surpresa, uma porta apareceu.

ANCIÃO: Vamos, faltam só alguns metros! Não posso desistir agora.
                  Ufa! Consegui!

Ao abrir a porta, um novo lugar. E a única coisa lá era um caminho estreito e, lá no fim, uma forte luz que quase o cegou.
O resto era um vazio de nada.
A placa lá dizia FÉ.
Mas a luz era forte em demasia; ele custou a ler a placa.

ANCIÃO: Eu não vou conseguir. O caminho é muito estreito e não posso enxergar nada quando olho pra frente. Vou cair daqui.

Só havia vazio ao redor dele.

ANCIÃO: Impossível! Nunca irei conseguir. Como andar aqui se nada posso enxergar à frente? Que luz forte! Meus olhos doem. Acho que vou me atirar. Chega!
                 Não! Deixa pra lá. O que tenho a perder se prosseguir? Vamos lá!

E começou a etapa mais difícil da jornada.
O caminho era longo. Incertezas preenchiam todo o vazio de sua alma.
Enquanto ele andava não pôde ver uma placa no meio do caminho que dizia DESTINO.
Quando alcançou a luz, parecia que sua pele estava se queimando. Nunca sentira uma dor como aquela.

ANCIÃO: Consegui! Ainda estou vivo!
                 Uau! Que lugar é este?! Que lindo!

Nunca ele vira nada igual. Era um lugar com os bosques mais verdes, com as águas mais cristalinas, com o céu mais azul e as ruas mais douradas. Lindos palácios e cachoeiras se erguiam no horizonte. No ar, um frescor agradável, um cheiro delicioso... E uma melodia mais angelical ainda que na praça da esperança.

ANCIÃO: Estou no paraíso. Como isto pode estar dentro de mim?!

Sem conter a sua grande emoção, ele pulou num dos lagos cristalinos.
Enquanto nadava, uma criança se aproximava.

ANCIÃO: Que criança linda! A mais linda que já vi! Sua face parece cintilar a mais pura luz.
                  O que faz aqui uma linda criança, tão nova?
ANJO: Eu vim te mostrar a penúltima porta.
ANCIÃO: Penúltima porta? Até que enfim. Então a última deve ser a porta que leva ao amor.
ANJO: Sim, mas antes deve passar por esta aqui.

Tamanho foi o desespero do ancião ao ver que a criança apontava para uma porta com uma placa que dizia DOR.

ANCIÃO: Mas, como?! Como isso pôde acontecer?! Passei pelos piores sofrimentos, os piores augúrios, tudo pra terminar na porta da dor?! Não vou fazer isto!

De repente, todas as alegrias foram embora. Todo aquele lindo lugar sumiu. A temida escuridão voltara.

ANCIÃO: Para onde foi tudo?
ANJO: É inevitável, senhor. Este é o único caminho que leva ao amor.
ANCIÂO: Mas o lugar lindo em que eu estava, qual era o nome dele?
ANJO: Esse lugar não tem nome, ou seja, é você quem deve nomeá-lo. Bom, agora vamos. É necessário.

"É necessário", pensou, com tristeza.

O pobre ancião já não suportava mais tanto temor, até que um pensamento lhe ocorreu.

ANCIÃO: Espere aí! Está certo! Como posso conhecer o amor sem antes experimentar a dor?! Aí está a grande chave. É preciso sentir o que é a dor para sentir o amor. Só se explica o amor experimentando a dor. Não tenho mais medo. Vou de encontro à dor.

Eis a resposta de Deus. Ele precisava amar suas criaturas e sua criação e amou-as. Mas o preço a pagar foi experimentar o que é a dor.
A dor é necessária.
Agora Deus tem um sentido para criar... e amar!

ANCIÂO: Ahã, a porta do amor!


Ao abrir a porta, uma grande surpresa para Deus e para o ancião. O velho homem estava no coração de Deus.

“Mas como?”

Ele havia experimentado todos os caminhos com muita força e coragem. E é lá, no coração de Deus, onde todo o impulso para o surgimento da vida se faz. Lá é onde todo o ato de criação começa. E é onde terminam todos os caminhos.

Deus, então,
voltou a chorar!

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Secretum Finis Africae: O Alquimista é o supremo alfa e ômega das Artes Transmutatórias Aurintelectuais.  
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