Araguari, a bela do Triângulo Mineiro

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Re: Araguari, a bela do Triângulo Mineiro

Mensagem por Alquimista em 5/3/2018, 05:53


O Caso dos Irmãos Naves

Os irmãos Naves e um dos maiores erros judiciários do país

Os jovens ficaram presos injustamente por mais de 8 anos.



A centenária Araguari, no Triângulo Mineiro, foi cenário daquele que ficou conhecido como um dos mais graves erros judiciários do Brasil. Em 1937, no derradeiro mês de dezembro, dois irmãos (os Naves) começam a ser investigados pelo desaparecimento e morte de um comerciante local.

O rumoroso caso começa quando os irmãos Sebastião José Naves, à época com 32 anos, e Joaquim Naves Rosa, 25 anos, firmam sociedade com o primo, o mercador Benedito Pereira Caetano. Os três dividem o mesmo caminhão para executar a atividade diária de sustento : compram e revendem cereais.

Após algumas idas e vindas do mercado, o ambicioso Benedito, acreditando em possível alta das mercadorias, toma grandes empréstimos na praça. No entanto, repetidas quedas de preços começam a preocupar o comerciante, já então afundado em dívidas. Fazendo e refazendo contas, Benedito procura oferta e, em ato desesperado, vende o produto a valor baixo, inferior ao montante da dívida.

O apurado com a venda é insuficiente para fazer frente aos credores, conquanto somasse a polpuda quantia de 90 contos de réis.

Indeciso, com dívidas e com o bolso tilintando... Benedito se deslumbra com a possibilidade de livrar-se do poço sem fundo de cifras negativas em que se enfiou e delibera sua fuga na madrugada de 29 de novembro.

Os sócios, irmãos Naves, parceiros diários de labuta, dão conta do inesperado desaparecimento do amigo. Correm ao delegado, que imediatamente dá início às apurações.

As investigações corriam placidamente sob os cuidados do delegado Ismael Benedito do Nascimento, mas uma troca de comando altera o desfecho do caso. De fato, assume o cargo o tenente Francisco Vieira, que dá novos rumos ao inquérito.

Recém-empossado, Vieira convoca e reconvoca testemunhas, estuda, ouve boatos e conclui que os irmãos Naves eram os maiores interessados no sumiço e morte do primo Benedito.

Sem perder tempo, ordena a prisão de Joaquim e Sebastião. Os irmãos e demais familiares passam por sessões de tortura pelos beleguins do mão de ferro. O chefe de Polícia aponta os matadores e forma a opinião pública, certo da proximidade das confissões. Mas elas não surgem tão rapidamente.

De fato, só após 15 dias de tortura em um matagal afastado da cidade, a 12 de janeiro de 1938 o delegado afirma ter conseguido a "confissão particular" de Joaquim. A 3 de fevereiro é a vez do irmão assumir a culpa.

Pronunciados, os Naves têm como defensor o valente advogado João Alamy Filho, que ingressa com HC mostrando às autoridades o equívoco que era cometido. Baldadas as tentativas, a dupla tem prisão preventiva decretada.

Chega o dia do julgamento. O causídico ensaia o sibilante discurso. Com a palavra, sete dos seis jurados votam pela absolvição dos Naves. A promotoria não se dá por satisfeita e recorre, pedindo e conseguindo anular o julgamento.

Em nova plenária, confirma-se o placar favorável aos irmãos. O tribunal, no entanto, altera o veredito outra vez, com ajuda da polaca Constituição de 1937.

Nesse cenário adverso, os consanguíneos são condenados a 25 anos e 6 meses de reclusão, pena posteriormente reduzida para 16 anos.

Após 8 anos e 3 meses encarcerados, em agosto de 1946, Sebastião e Joaquim ganham liberdade condicional ante comportamento exemplar.

Mas já é tarde.

Joaquim foi acometido de longa e dolorosa doença e morre nos alvores da liberdade. O irmão sobrevivente, incansável, inicia sua busca para provar a inocência.

Boas notícias demoram a surgir, mas o Sol volta-lhe a brilhar no inverno de 1952, quando aparece, em lugar distante, vivinho da silva, o primo Benedito. Só então, 12 anos após acusações, é, enfim, reconhecida a inocência dos irmãos.

O processo, conhecido a partir daí como "O caso dos irmãos Naves", transforma-se em filme e livro.

O livro foi escrito pelo advogado dos rapazes, João Alamy Filho, e traz as principais peças dos autos. É nele que sabemos que, em 1953, uma revisão criminal inocenta a dupla e dá início ao processo de indenização, conferida apenas em 1960 aos herdeiros.

FONTE: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI152842,51045-Os+irmaos+Naves+e+um+dos+maiores+erros+judiciarios+do+pais


Última edição por Alquimista em 5/3/2018, 05:59, editado 1 vez(es)

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Re: Araguari, a bela do Triângulo Mineiro

Mensagem por Alquimista em 5/3/2018, 05:58


O Caso dos Irmão Naves, O FILME:

O filme (1967), baseado na obra de Alamy Filho e adaptado para o cinema por Jean-Claude Bernardet e Luís Sérgio Person, foi um sucesso na época.
Sebastião é interpretado por Raul Cortez; o irmão Joaquim é vivido por Juca de Oliveira; e, John Herbert está na pele do advogado João Alamy Filho.





O programa Linha Direta, da TV Globo, exibiu o caso de Araguari na série Justiça, que trazia casos policiais e judiciários conhecidos nacionalmente.


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Re: Araguari, a bela do Triângulo Mineiro

Mensagem por Alquimista em 3/6/2018, 16:52


Conjunto Aurélio de Oliveira


Rua Aurélio de Oliveira




Uma das primeiras residências construídas no município, localizada em rua próxima a igreja Matriz.






Praça Padre Nilo Tabuquini


Foto de 1925 - Praça da Matriz, atual Praça Nilo Tabuquini, ponto de início de Araguari.




https://portaldearaguari.blogspot.com/2008/09/araguari-em-dados-e-fotos.html

Sua história remonta às primeiras décadas dos anos de 1800. Brejo Alegre era o nome sede do arraial composto de algumas construções, dentre elas uma pequena capela, residências, poucos cômodos comerciais, além de inúmeras fazendas. No ano de 1843, por meio da Lei nº. 247, de 20 de julho, o arraial passou a ser Distrito de Sant’Ana do Rio das Velhas, sendo sua primeira distinção.

A denominação Freguesia foi alcançada em 1864, quando a Lei Provincial nº. 1195 de 06 de agosto, determinou a transferência da Paróquia de Sant’Ana para o Brejo Alegre.

A condição de “Vila” e o desmembramento territorial do município de Bagagem, atual Estrela do Sul, deu-se posteriormente, por intermédio da Lei Provincial nº. 2996, de 19 de outubro de 1882. A instalação oficial da Vila, verificou-se apenas em 31 de março de 1884, com a posse da primeira Câmara Municipal, o que efetivou sua emancipação política.

A Lei Provincial nº. 3591, de 28 de agosto de 1888, elevou-a à categoria de cidade com o nome de Araguary. Vários pesquisadores, tentaram explicar os motivos da alteração nominal, no entanto, nada foi comprovado documentalmente.

Aos poucos, foi delineando-se a localidade, agora com nova roupagem: cidade de Araguary. Antes do limiar do novo século, o município apresentava-se com simplicidade, a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde com seu estilo colonial; o cemitério situado ao fundo da Igreja; as casas de “telhas ao vento”, ou seja sem forração; e no centro da urbe, um córrego corria límpido, dividindo duas partes distintas do lugar, de um lado, segundo consta, dava-se o nome de Goiás, e do outro, de Minas, em alusão aos estados fronteiriços. O pequeno comércio era composto de uma padaria, uma sapataria, duas farmácias e algumas “vendas”.

Neste contexto, chegou à cidade os trilhos de ferro, que encurtava distâncias e propiciava quantitativo desenvolvimento. A Cia. Mogiana de Estrada de Ferro, primeira a ser implantada no município, em 1896, tendo como marco original o Estado de São Paulo, estabeleceu novo alento ao comércio local e regional, oportunizando um significativo aumento da população, o que gerou novas divisas econômicas para o município.

As primeiras décadas do século XX, foram marcadas por mudanças na parte central da cidade, decorridas pela efetivação do proposto traçado urbano, e também, pela instalação da Estrada de Ferro Goiás, no ano de 1906, que ligou o município com o Estado de Goiás, gerando novas levas de migrantes e imigrantes para a cidade, que era sinônimo de oportunidade.

Ao longo dos anos que se seguiram, o município foi suprindo seus serviços básicos à população e adequando-se às necessidades de cada época, transformando-se gradativamente na cidade que hoje conhecemos e amamos.


Vista aérea da cidade

Araguari, cidade de Minas Gerais, situada em um grande chapadão, pertencente ao Circuito Turístico Triângulo Mineiro, rica em bens patrimoniais e em atrativos turísticos de belezas naturais, que se apresentam nas compiladas 128 cachoeiras e quedas d’água ao longo dos rios e lagos; na reserva do Bosque John Kennedy; nas matas encravadas em seu território composto de 2.741 km2 e em numerosas grutas e áreas de mata virgem com vegetação predominante do cerrado. Sem dúvida, este município é um convite a visitantes de todo o país.

O turismo de negócios e eventos são fortes atrativos da região, envolvendo economia e lazer. A cultura de seu povo baseia-se nas tradições, como o Congado, Folia de Reis, Carnaval e artesanato regional. Buscando aliar o antigo ao novo, os setores envolvidos com expressões culturais, motivam o resgate das manifestações artísticas, mostrando talentos locais, e apoiando todas as formas de arte.

Araguari, perpassa conduzindo a herança de seu passado controverso de glória, estagnação e progresso. Em cada era, um estilo, uma roupagem, mas sempre a mesma Araguari. Araguari que cativa, que encanta, que anseia por melhorias, mas se orgulha de ser o que é. Pacífica, aprazível, hospitaleira, enfim, lugar de gente boa, mineira, uai ...

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS


Escola de Samba Ventania


Folia de Reis


Apresentação de Congado - Paróquia Nossa Senhora do Rosário


Artesanato local


Última edição por Alquimista em 3/6/2018, 16:58, editado 1 vez(es)

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Re: Araguari, a bela do Triângulo Mineiro

Mensagem por Alquimista em 3/6/2018, 16:54


Hino de Araguari


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Re: Araguari, a bela do Triângulo Mineiro

Mensagem por Alquimista em 3/6/2018, 17:45


Arquitetura


Casarão do Padre Nilo


Studio ''A''


Residência antiga


Casarão antigo


Igreja do Rosário


Centro de Araguari ao anoitecer


Residência Nunes


Residência João Godoi recém-restaurada


Palacete


Casarão antigo


Residência antiga

http://mapio.net/pic/p-18149626/




Bela residência


Casarão antigo


Residência antiga demolida


Telhado europeu


Castelinho da Tiradentes


Casarão

http://mapio.net/pic/p-25484294/

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Re: Araguari, a bela do Triângulo Mineiro

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