Deu a louca no Maestro

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:02


Vocês estavam achando que Música Clássica é coisa chata, um reino de senhores eruditos, sisudos e sem um pingo de senso de humor, correto?

ERRADO!!!!!!!

Preparem-se para mudar de ideia. Este tópico é para provar que há sim muito humor envolvendo música erudita.

Então acomodem-se bem em suas poltronas e sejam bem-vindos às melhores anedotas, fofocas e piadas do mundo da música elevada!

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:10


As melhores piadas do Maestro:

Vários maestros foram encontrados enterrados até seus pescoços em cimento fresco. O que aconteceu?
Acabou o cimento.

Você soube daquele avião só de maestros que se dirigia a um célebre festival europeu?
A boa notícia: ele explodiu.
A má notícia: três assentos estavam desocupados.

Qual a diferença entre um maestro e Deus?
Deus sabe que não é um maestro.

Deu a louca no Maestro Karaja10
Karajan: um constante alvo de piadas.

O trombonista de uma importante orquestra americana morre. Quando chega ao céu, é recepcionado por São Pedro, que o encaminha para fazer parte da Filarmônica Celestial. Deus é o regente. Em seu primeiro ensaio, o trombonista cutuca um colega e pergunta:

- Então, como é Deus como maestro?

A resposta:

- Legal na maior parte do tempo, mas às vezes Ele pensa que é Herbert von Karajan.



O que se deve fazer com um músico que não consegue tocar instrumento algum?
Basta dar a ele dois bastões, colocá-lo no fundo da orquestra e chamá-lo de percussionista.

E se isso não der certo?
É só tirar dele um dos bastões, colocá-lo na frente de todos e chamá-lo de regente.



Uma pessoa entra em uma loja de animais procurando por um papagaio.

- Este custa 5 000 reais. - mostra o balconista - Ele sabe cantar todas as árias que Mozart compôs.

- Uau! - espanta-se o cliente - E este aqui?

- Bem, este custa 10 000 reais. Ele consegue cantar todo o Anel de Wagner sem interrupção.

- Nossa! E aquele outro menor, lá no canto, quanto custa?

- Ah... este custa 30 000 reais.

- E por que tão caro? O que ele faz?

- Nada que eu saiba, mas os outros dois o chamam de maestro...



Por que corações de maestros são os favoritos para transplantes?
Por seu pouco uso.

Qual a diferença entre a clave de dó e grego?
Há alguns regentes que conseguem ler grego.

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:14


Brahms era apreciador de um bom vinho.
Um dia, visitando uma casa de vinhos muito famosa ouviu um brinde do proprietário:
- este vinho é o Brahms de meus vinhos !
Ao que Brahms respondeu:
- deve ser muito bom, mas eu gostaria de provar o "Beethoven" de seus vinhos !!! ...

Tomas Beecham, o famoso maestro, não aceitava mulheres na orquestra.
Dizia: - se são bonitas, tiram a concentração dos músicos. Se não são, tiram a minha...

Conta-se que o célebre compositor Stradella, no século XVII, depois de ter raptado uma formosa jovem chamada Hortensia, foi jurado de morte pelo pai da moça, que contratou dois esbirros para matá-lo. Tendo-o encontrado em Roma, após muita procura, pretendiam matá-lo ao sair da igreja, onde apresentava um oratório. Ao terminar a obra, encantados com a sua beleza, os assassinos ajudaram o compositor a fugir...

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:20


Conta-se que Beethoven tinha certos hábitos muito estranhos: como um vagabundo, andava pelas ruas de Viena espiando nas janelas dos outros; ia aos restaurantes ficando lá o dia inteiro e, não tendo consumido nada, pedia, ao final, a conta; nas tavernas, subia nas cadeiras e discursava contra a nobreza, injuriando os seus representantes.
A polícia, diante disso, nada fazia, em primeiro lugar, porque era Beethoven (um gênio), em segundo lugar, porque o compositor possuía muitos amigos nos círculos aristocráticos..., mas, principalmente, nada faziam porque o consideravam louco. Cai nisso, como uma luva, aquela célebre frase: "Não se pode contrariar..."



Meyerbeer tinha uma esquisitice e tanto: acreditava (e devia ser verdade) que a chuva o ajudava a compor. Sentia-se inspirado em meio a uma tempestade. Ao vir-lhe uma inspiração já dizia, "vai chover"... Então mandou construir um gabinete todo envidraçado, para que, quando chovesse, sentir-se em meio à chuva torrencial...
Conta-se que, certa feita, num jantar com amigos, Meyerbeer ouviu o estrondo de um trovão. Deu um salto e sem emitir palavra agarrou os papéis sobre uma cômoda e correu para o gabinete envidraçado, deixando os convidados sozinhos pelo resto da noite...



Rossini era um preguiçoso. Compunha deitado na cama e, certa vez, tendo voado uma partitura terminada para baixo de um móvel, preferiu escrever outra a levantar-se...

Schubert escrevia com muita facilidade e em qualquer lugar. Conta-se que a "serenata de Schubert" foi escrita num menu de restaurante enquanto aguardava que lhe servissem a ceia encomendada.

Beethoven (assim como Brahms) costumava queimar as obras de que não gostava. Certa feita, quando fazia uma dessas faxinas em seus papéis, um tenor seu amigo tirou de sua mão uma folha e começou a cantarolar a melodia tão bem que Beethoven retirou-a do maço que ia ao fogo. Assim salvou-se a lindíssima "Adelaide"...

Certa feita Brahms ia tocar ao piano a sonata Kreutzer de Beethoven, quando descobriu-se que o piano estava afinado meio tom abaixo do usual. Afinar o violino não convinha e Brahms tocou o concerto transportando de memória meio tom acima.

Num banquete oferecido a Heifetz, em certo momento ele declarou aos convivas que fora obrigado a ganhar o pão desde os 12 anos de idade. Ao que Grouxo Marx, que estava à mesa, declarou rindo : - e antes disso o que fazia? Era um folgado?

Rameau era tão avarento que, tendo o Rei lhe feito Cavaleiro da Ordem de S. Miguel, não quis registrar os papéis para não fazer uma despesa que mais lhe importava do que o título nobiliárquico...

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:23


Por que um piano de cauda de concerto é muito melhor que um piano de armário?
Porque faz um estrondo muito maior quando cai de uma ribanceira.

Qual o melhor modo de fazer um violoncelista tocar em fortíssimo?
Anotando na partitura: pp, espressivo.



Um contrabaixista chega atrasado ao ensaio semanal de sua orquestra e, com pressa, mal senta e já começa a tocar, para acompanhar o restante do grupo. Vendo isso, o maestro interrompe o ensaio e pergunta a ele:

- O senhor precisa de algum tempo para a afinação?

O contrabaixista, meio assustado, pergunta:

- Ué, mas não é a mesma da semana passada?



Por que o órgão é considerado a prova da existência de Deus?
Porque quando um órgão começa a soar, sentimos a grandeza do Criador; e quando ele cessa, sentimos a misericórdia divina.

Por que a trompa é um instrumento divino?
Porque depois que o homem o toca só Deus sabe o que irá acontecer.



Um famoso violinista, depois de um concerto, dava autógrafos aos fãs. Uma hora parou:

- Este papel é muito pequeno. O que você quer que eu escreva aqui?

Outro violinista estava passando por perto e comentou:

- Que tal seu repertório?

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:26


Em um dos jantares semanais em que Rossini reunia autoridades em Paris. Os empregados, à menção do prato "linguado à alemã", apresentaram em primeiro lugar aos convidados um molho bastante apetitoso, do qual cada um se serviu. Mais tarde, bruscamente o serviço foi interrompido: o linguado não veio. Os convivas, interrogando-se uns aos outros, ficaram perplexos: "o que fazer com aquele molho?" Rossini, então, divertindo-se maliciosamente com o embaraço deles, e comendo ele próprio o molho, disse:

-E então? O que estão esperando? Provem deste molho, acreditem-me, está excelente! Quanto ao linguado... Ai! A peça principal... Está certo, está certo... no último momento, o peixeiro deixou de trazê-lo... mas não se espantem com isso! Não é assim com a música de Wagner??? Bom molho, mas nada de linguado! Nada de melodia!



De certa feita um cobrador foi à casa de Beethoven. Não sendo atendido adentrou à casa, encontrando-a desarrumada e empoeirada. Apenas o teclado do piano esta limpo. Escreveu na poeira sobre o piano: Porco - gravando abaixo o seu nome. Posteriormente encontrando-se com Beethoven, disse-lhe: estive em sua casa. Ao que Beethoven respondeu imediatamente: "vi seu cartão de visitas sobre o piano".



Handel, conhecido por seu humor sarcástico, certa vez recebeu uma reclamação de um cantor inglês, chamado Gordon, sobre seu método de acompanhamento. O cantor ameaçou pular sobre o cravo de Handel e parti-lo em pedaços se ele persistisse em acompanhá-lo ao cravo daquela maneira.
Handel respondeu: "Ah! Me avise quando você for fazer isso e eu vou anunciar para todo mundo, pois estou certo que mais pessoas virão ver você pulando do que ouvir você cantando!"

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:32


Quem canta, seus males espanta:

Se empurrarmos um violista e um soprano da janela, quem chega ao chão primeiro?
O violista. O soprano para no meio do caminho para pedir informações.

Qual o melhor modo de fazer os olhos de um soprano brilharem?
Acendendo uma lanterna em uma de suas orelhas.

Qual a diferença entre um soprano wagneriano e um tenor wagneriano?
Aproximadamente 20 quilos.

Como podemos saber se um soprano wagneriano está morto?
Quando os cavalos aparentam estar bastante aliviados.

Como podemos saber se um tenor está morto?
Quando a garrafa de vinho está cheia e o gibi parece intocado.

Como podemos saber se um barítono está morto?
Não podemos saber.

Curiosamente o soprano mais extraordinário, foi um homem e não uma mulher. Seu nome era Carlo Farinelli.

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:38


Handel, o irascível.

Quando Francesca Cuzzoni (soprano) recusou cantar sua primeira ária, "Falsa imagine", da ópera 'Ottone, re di Germania', Handel ameaçou jogar Cuzzoni pela janela. O biógrafo de Handel, John Mainwaring, relata o seguinte episódio:

"Durante a discussão com Cuzzoni sobre sua recusa de cantar 'Falsa imagine', Handel disse: 'Oh, Madame! Je sais bien que vous êtes une véritable diablesse: mais je vous ferai savoir, moi, que je suis Beelzebub le chéf des diables!!''
Tendo dito isto, ele a pegou pela cintura e jurou que se ela dissesse mais alguma palavra ele a jogaria pela janela.



Certa vez, estando na residência dos Breuning, Beethoven, distraído, escarrou num espelho que confundiu com uma janela aberta.

Beethoven caminhava com Goethe. A dupla de famosos artistas era saudada por todos os pedestres, e ambos retribuíam tirando seus chapéus em reverência. Farto de tirar o chapéu o tempo todo, Goethe queixou-se a Beethoven, e este perguntou ironicamente:
- E se eles estiverem saudando apenas a mim?



Certa vez chegou um mensageiro de um rei:
- Sr. Beethoven, teremos em nosso castelo uma ocasião especial e o Rei ordena que você componha uma marcha...
- Não farei!!! - Atropelou Beethoven.
- Como não? Como ousa negar o pedido de um Rei?
- Reis e Príncipes existem muitos, Beethoven... apenas um.



Tem uma outra do Beethoven que é ótima. Conta-se que, uma vez, ele recebeu uma visita (não me lembro de quem) e o fulano mandou o cartão de visitas na frente. No cartão estava escrito o nome do cara e, em baixo, "Proprietário de Terras".

Beethoven pegou o cartão e, antes de mandar o mensageiro devolver, escreveu nas costas (do cartão, gente, do cartão...) "Ludwig van Beethoven - Proprietário de um Cérebro".

Há até um livro do Willy Correia de Oliveira cujo título é: "Beethoven, Proprietário de um Cérebro".

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:46


Um dos duos mais célebres de toda a história da música foi o formado entre o pianista Sergei Rachmaninoff e o violinista Fritz Kreisler. Em um importante recital nos Estados Unidos, interpretavam a Sonata Kreutzer, de Beethoven. Em determinado momento, Kreisler errou uma nota e acabou perdendo o rumo, esquecendo-se do restante da música. Começou a improvisar e cochichou para o colega russo:

- Sergei, onde estamos?

A resposta, imediata:

- No Carnegie Hall.



Igor Stravinsky tentou várias vezes, durante sua estada americana, compor para Hollywood. No entanto, nenhum desses projetos deu certo. Em uma ocasião, Stravinsky chegou mesmo a finalizar a partitura da trilha sonora de um filme. Uma semana depois de tê-la enviado pelo correio ao produtor, para que fosse analisada, o compositor recebeu um telegrama do estúdio:

SUA OBRA GRANDE SUCESSO. COM NOVO ARRANJO ESPETACULAR SUCESSO.

Stravinsky mandou o seguinte telegrama em resposta:

GRANDE SUCESSO SUFICIENTE.



Giacomo Puccini, todos os anos, enviava panettones a uma grande lista de amigos na época do Natal. O regente Arturo Toscanini era um dos nomes da lista, mas em certa ocasião os dois temperamentais músicos romperam a amizade. Ocupado demais para rever sua lista, Puccini esqueceu-se de retirar o nome do maestro e um panettone acabou sendo enviado ao ex-amigo. O compositor só notou o erro depois de algum tempo. Para não se fazer de rogado, resolveu mandar um telegrama a Toscanini:

PANETTONE ENVIADO POR ENGANO. PUCCINI.

A resposta veio em outro telegrama:

PANETTONE COMIDO POR ENGANO. TOSCANINI.




Deu a louca no Maestro Glass10
Philip Glass e o minimalismo: um prato cheio para os piadistas.

Toc, toc.
Quem é?
Toc, toc.
Quem é?
Toc, toc.
Quem é?
Toc, toc.
Quem é?
Toc, toc.
Quem é?
Philip Glass.

Eu gosto muito daquela peça de Philip Glass.
Qual?
Qualquer uma.

Qual a maior evolução trazida pela invenção do Compact Disc?
Agora nós temos certeza que aqueles LPs de Philip Glass não estavam, afinal, com defeito.

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:53


Uma Senhora abanando o leque fez célebre violinista espanhol interromper um concerto em Paris.
Gênios da música têm as suas excentricidades. Pablo Sarasate, célebre violinista espanhol, certa vez interrompeu um concerto em Paris, irritado com uma senhora sentada na segunda fila do teatro. "Não posso continuar tocando no compasso de 3 por 4. Esta senhora me perturba, abanando-se com o leque no compasso de 2 por 3."



Puccini, para escapar à vigilância de sua esposa ciumenta, contratou um garoto para fingir ser seu aluno e ficar tocando o piano enquanto ele estava fora de casa. Enquanto o garoto tocava, pensavam que o maestro estava dando aula. Acontece que um dia o garoto empolgou-se e começou a tocar coisas tão absurdas que sua mulher estranhou, entrou no quarto e a farsa foi descoberta.



Mais uma de Beethoven com Goethe:
O compositor e o poeta passeavam. Em certo ponto, a comitiva da imperatriz (ela própria, inclusive) vinha na direção deles. Goethe parou para abrir passagem e fazer vênia aos nobres. Mas Beethoven... continuou caminhando em linha reta, limitando-se a cumprimentar a nobreza como a qualquer um. Resultado: foram os nobres que tiveram de abrir passagem para Beethoven, que parou mais adiante para esperar Goethe alcançá-lo. Goethe ainda se demorou um pouco até os nobres se distanciarem. Quando Goethe foi até ele, furioso, disse ao compositor:
- Isso foi um absurdo!
Então Beethoven comentou:
- Tens razão. Só fiquei te esperando porque te considero muito!



Toscanini ensaiava com uma orquestra e um famoso soprano, e não hesitava em repreender a cantora para fazê-la se adequar à sua exigente interpretação.
Num dado momento, o soprano, irritada por ser corrigida pelo maestro com tanta veemência diante da orquestra, lhe disse:
- Maestro, lembre-se de que eu sou uma estrela!
E Toscanini rebateu:
- Quando o sol nasce, senhora, todas as estrelas desaparecem!

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 03:56


A pobre Viola:

Qual a diferença entre um violino e uma viola?
Uma viola queima por mais tempo.

E por que a viola queima por mais tempo?
Porque quase sempre está dentro de seu estojo.

Como se protege um raro violino de ser roubado?
Guardando em um estojo de viola.

Por que as pessoas têm medo quando vêm um violinista entrando em um banco?
Porque pensam que dentro de seu estojo há uma metralhadora prestes a ser usada.

E por que as pessoas têm medo quando vêm um violista entrando em um banco?
Porque pensam que dentro de seu estojo há uma viola prestes a ser usada.

Como se faz para doze violistas tocarem em uníssono?
Matando onze deles. Mas quem é o louco que quer doze violistas?

Um maestro e um violista estão parados no meio da rua. Qual se deve atropelar primeiro?
O maestro. Primeiro, a obrigação; depois, o lazer.

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 04:02


Certa vez, nos Estados Unidos, Ravel repreendeu severamente um maestro que dava demasias no andamento do Bolero. O maestro, para ele desconhecido, então, era o grande Toscanini, que respondeu assim à repreensão de Ravel: ''O senhor nada sabe sobre a sua música. Tocá-la mais rápido é a única forma de torná-la suportável...''

Fonte: Maurice Ravel, de Artur da Távola (Nova Fronteira)



Beethoven - que se hospedara no palácio da família Lichnowski já há tempo razoável (uma receptiva de grande sorte ainda no começo da vida dele em Viena) - extrapolou sua intolerância com a condição das exigências do príncipe Lichnowski, que muitas vezes o requisitava para tocar piano em determinados eventos do palácio. Da recusa derradeira, Beethoven - ao dia seguinte - fez chegar ao nobre uma nota que ficou na história: "Príncipe, o que sois, sois por acaso e nascimento; o que eu sou, sou por mim próprio. Príncipes existem e existirão aos milhares; Beethoven há apenas um".
Foi quando Beethoven saiu da residência dos Lichnowski, (ele chegou a "defenestrar" do quarto um busto do príncipe). Chovia, e Beethoven levava à mão os esboços para a Sonata Appassionata. Fala-se que as marcas da chuva ainda podem ser vistas na partitura, exposta num museu da França.

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 04:03


Tem aquela do Maestro tipo estrela, irritadiço, que parou o ensaio aos gritos:

- O segundo violino da terceira estante está tocando um dó. E não é dó; é ré.

Aquele silêncio, só quebrado pelo spala:
- Mas Maestro, o segundo violino da terceira estante não veio.

O Maestro emendou:
- E quando vier diga-lhe!!!

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 04:21


Beethoven morreu surdo e infeliz. Schubert e Mozart, jovens e miseráveis. Schumann, louco. Muitas vezes, só damos importância ao lado trágico e sombrio da vida dos grandes compositores. E nos esquecemos de que eles também podiam ser - e foram - pessoas alegres e cheias de humor.

Algumas obras musicais são exemplos vivos desse humor. Selecionamos seis peças que representam o humor na música clássica. Para deleite de nossos ouvidos. E para a alegria de nossos ''espíritos''!


HAYDN - Sinfonia no. 94, em sol maior, Surpresa

Franz Joseph Haydn é muitas vezes lembrado como o maior compositor piadista de todos os tempos. Suas sinfonias são uma prova de seu bom humor. Além de serem extremamente vivas e ritmadas, de orquestração brilhante e cheias de contrastes cativantes, muitas têm títulos e fazem referência a situações extramusicais. Esta número 94 ganhou o apelido de Surpresa graças a um súbito tutti no meio do Finale, que deve ter chocado muita gente na audiência durante a estreia da obra. O próprio Haydn chegou a confessar que seu objetivo era mesmo "acordar as senhoras" da plateia. Outra piada sinfônica de Haydn é a Sinfonia no. 45, dita Despedida. Nela, os instrumentos vão deixando a orquestra, um por um, até que restem apenas dois violinos para encerrar a obra. Haydn escreveu a sinfonia como uma mensagem trabalhista ao seu patrão Esterházy - seus músicos queriam férias.


BARTÓK - Concerto para orquestra

O Concerto para orquestra de Béla Bartók não é exatamente uma obra bem-humorada. Escrito no último ano de vida do compositor, doente e esquecido no exílio americano, em muitas passagens o concerto é sombrio e amargurado - como atestam o primeiro movimento e a Elegia. Já no movimento final, o tom é decididamente folclórico. Mas o humor de Bartók é revelado no segundo e quarto movimentos. A segunda parte, chamada Jogo dos pares, é uma viva brincadeira rítmica e timbrística entre os instrumentos da orquestra, separados em duplas contrastantes. Uma delícia. Mas o que chama mais a atenção é o quarto movimento, Intermezzo interrotto. Ele começa com uma suave e lírica melodia, num atmosfera de encantamento. Mas, de repente, todo essa clima é quebrado pelo surgimento de uma grotesca marcha militar. O tema é justamente a Marcha da invasão da Sétima Sinfonia de Shostakovich, cujo sucesso Bartók causticamente satirizava. E no que se transforma o tema de Shostakovich, que originalmente simboliza o cerco de Leningrado, ocorrido na Segunda Guerra? Em uma ridícula melodia de opereta, mais precisamente da Viúva alegre. Crítica mais ácida Shostakovich certamente não encontrou. Nem de Stalin.


SAINT-SAËNS - O carnaval dos animais

Camille Saint-Saëns não chegou a escutar sua obra mais popular, o O carnaval dos animais - grande fantasia zoológica. Os motivos? Utilizando-se de metáforas e de uma aparente ingenuidade, Saint-Saëns faz uma crítica sarcástica ao ambiente musical de Paris de sua época, o final do século XIX. O Carnaval é composto de quatorze partes, cada uma representando um diferente animal. Algumas referências são claras. As "pessoas com grandes orelhas" do oitavo quadro são os críticos; já a décima-primeira parte retrata dois pianistas em um duelo de escalas e arpejos - exatamente o que os virtuoses do período mais gostavam de fazer. Outros quadros fazem brincadeiras mais infantis, como o quinto, que retrata um elefante dançando ao som do Can-can, da opereta Orfeu no inferno, de Offenbach, tocado por um plúmbeo contrabaixo. O carnaval dos animais é uma das obras mais alegres e divertidas do repertório.


STRAVINSKY - Jogo de cartas

Igor Stravinsky sempre foi uma pessoa bem-humorada. Quando procurado por George Gershwin, por exemplo, que estava à busca de quem o ensinasse a ser um compositor "sério", Stravinsky saiu-se com essa: "George, quanto você ganha com sua música?". "Cerca de cem mil dólares por ano" foi a resposta. O russo nem pestanejou: "Então eu é que devo ter algumas aulas com você!". Musicalmente, Stravinsky foi o rei do pastiche, da bem-humorada mistura de estilos. Especialmente em sua deliciosa fase neoclássica. Jogo de cartas é um pouco conhecido mas divertidíssimo balé do compositor. Estruturado em três movimentos - ou "mãos", como diz a partitura -, o balé é vivo e dinâmico e traz uma série de engraçadas referências a compositores como Beethoven e Rossini. É algo como um jogo dos sete erros musical: escute e procure as citações! Neste mesmo álbum duplo encontra-se outra obra deliciosa, Pulcinella. Totalmente baseado em peças de compositores do rococó italiano como Pergolesi e Gallo, este balé é repleto de surpresas e bom humor. Outras recomendações stravinskianas: o Ebony Concerto para sopros, divertido pastiche do jazz americano, e A história do soldado, repleto de caricaturais tangos e ragtimes. Para ninguém ficar de cara amarrada.


BRAHMS - Tom Jones

Johannes Brahms não foi apenas um grande compositor de sinfonias, concertos e de música de câmara. O que pouca gente sabe é que Brahms também esboçou uma tentativa no campo da música dramática. Durante muito tempo o compositor hamburguês desejou escrever uma ópera mas não encontrava um libreto à altura de suas pretensões. Curiosamente, foi o rival Hugo Wolf que deu a ideia a Brahms: por que não musicar o romance histórico Tom Jones, de Henry Fielding? O que era uma piada de Wolf acabou se transformando em uma ópera de verdade, composta entre o Concerto para piano e orquestra no. 2 e a Quarta Sinfonia. Assim que terminou a ópera, Brahms enviou uma cópia manuscrita da obra, anonimamente, a Wagner, para ver qual seria a reação. Mas Wagner reconheceu a caligrafia e devolveu a partitura, com um bilhete: "Fique nas sinfonias, Herr Brahms!". Frustrado, Brahms guardou o manuscrito em um baú e morreu sem mostrar a obra a ninguém. Ela só veio a público muito tempo depois, quando partes orquestrais foram descobertas por musicólogos austríacos em 1955. Esses trechos, gravados por Sir Georg Solti durante os intervalos do histórico registro do Anel de Wagner, revelam algumas preciosidades, como a monumental abertura (25 minutos), em forma-sonata, e a passacaglia com 33 variações que serve como fundo à cena de sedução entre Tom Jones e Mrs. Waters. Curiosidades: o tema do personagem de Tom Jones foi reutilizado por Brahms como o motivo que inicia a Quarta Sinfonia e a melodia do dueto de amor do sexto ato transformou-se na base do primeiro movimento do Concerto duplo, para violino e violoncelo.


WAGNER - Trio para violino, viola e violoncelo

Apesar de publicamente manifestar-se contrário às formas clássicas e ao "passadismo" do rival Brahms, Richard Wagner sempre cultivou um sonho: compor música de câmara. Qual seria o formato? Um quarteto? Não, Brahms já tinha escrito três. Um quinteto? Não novamente; Brahms era autor de vários, inclusive um para piano e outro para clarinete. Wagner queria uma formação para a qual Brahms não tivesse composto. Depois de muito pesquisar, resolveu escrever um trio de cordas, para violino, viola e violoncelo. A composição iniciou-se logo após o término de Tristão e Isolda. As influências são claras. A obra, longa, de mais de 80 minutos de duração (o que exige mais de um CD), inicia-se com um lento prelúdio, em que um acorde básico de mi bemol dá origem ao tema do "êxtase", tocado pelo violino com acompanhamento em arpeggio na viola e no violoncelo. A seção seguinte dá papel predominante ao cello, que desenvolve o tema da Morte de amor de Tristão e Isolda, acompanhado de tremulandos no violino e na viola. Não há scherzo. O trio é encerrado com uma reprise ampliada da primeira parte. Wagner enviou a obra, logo após o término de sua composição, a Brahms, sem se identificar. Porém, o hamburguês sentiu cheiro de Wagner ao ler os primeiros compassos e, ainda ressentido da resposta que o rival dera a seu Tom Jones, devolveu a partitura com um seco bilhete: "Fique nas óperas, Herr Wagner!". O trio permaneceu perdido até a década de 1960, quando foi descoberto pelo grande violinista Arthur Grumiaux em meio aos papéis de Cosima Wagner.



Ópera de Brahms? Trio de Wagner? Ahá! Você caiu na pegadinha do Maestro! Quem disse que este é um tópico sério?   riso 1  

Na verdade, tanto Tom Jones como o Trio de Cordas à la Tristão e Isolda não existem nem nunca existiram (ao contrário das outras quatro obras citadas nesta postagem, diga-se de passagem). O que vocês acabaram de ler foi uma versão revista e ampliada de uma brincadeira que andou circulando pela Internet e que ainda pode ser encontrada em alguns fóruns por aí. mal

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 04:39


Errar é humano...

Erramos bastante, não é mesmo? A imprensa muito mais. E quando o assunto é música clássica então... Isso acontece porque, na maior parte das vezes, o erro é fruto da ignorância - erramos mais em temas que não conhecemos. Isso é ruim, certamente, mas tem um lado divertido: os erros que encontramos em revistas e jornais rendem boas risadas...


O EFEITO MOZART

O Efeito Mozart - a miraculosa propriedade que a música de Wolfgang Amadeus teria de tornar crianças mais inteligentes - rendeu um sem número de reportagens e notas nos veículos de imprensa no Brasil. A revista Época gostou particularmente do tema. Mas poderia ter pesquisado melhor. Veja (ops!) o que saiu na edição de 24/08/1998 da revista:

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, descobriram que até os animais mudam seu comportamento quando estimulados por música. Os cientistas embalaram ratinhos de laboratório ao som da Sonata para Piano K. 448, de Mozart, e os submeteram a experiências em um labirinto. Os camundongos fizeram o caminho em menor tempo do que dois outros grupos que ouviram o som minimalista de Philip Glass ou que dormiram em silêncio. A experiência comprovou em animais o chamado efeito Mozart - o aumento da capacidade de raciocínio e da noção espacial após ouvir a música do compositor do século XVIII -, descoberto pelos mesmos pesquisadores anos atrás. "A música de Mozart é tão sinfônica que suas melodias são agradáveis ao ouvido de todos", explica Maristela.


MAIS EFEITO MOZART

A revista IstoÉ não deixou por menos, ao tratar do mesmo Efeito Mozart (edição de 26/11/1999):

Mesmo sendo polêmica, a teoria mais considerada no meio científico argumenta que as ondas cerebrais se parecem muito com a música barroca. Daí, o efeito de "turbinamento" no poder cerebral, comprovado por testes de Q.I. feitos logo depois que o sujeito escuta Mozart.



O CÉLEBRE HERR SINGVEREIN

Comprar música clássica no Brasil é realmente difícil. Veja a descrição que o site da Sony Music brasileira dá a um DVD de Karajan regendo a Nona de Beethoven:

Ludwig van Beethoven foi indiscutivelmente um dos maiores compositores de música clássica no mundo. E Herbert von Karajan um dos regentes que mais souberam interpretar sua obra. Neste DVD você tem Karajan conduzindo a grande Berliner Philharmoniker na Sinfonia No. 9 em D Menor, com coral composto por grandes nomes como Cuberli, Molinari, Cole, Grundheber e Singverein. Imperdível!

Para quem não sabe, Singverein não é uma pessoa, é o próprio coro, a Sociedade Coral de Viena. E os solistas, definitivamente, não fazem parte do coro...



MAU EXEMPLO INGLÊS

Ops... eu disse Sinfonia Erótica?

A Inglaterra é, talvez, o melhor país do mundo para o amante da música erudita. Várias revistas, rádios, orquestras de primeira linha. Mas eles também erram bastante. O divertido site da Classic CD, quando estava no ar, trazia uma imensa lista de erros (ou apenas combinações divertidas de palavras), retiradas de veículos ingleses. Alguns deles:

A marcha para o sacrifício de Berlioz foi belamente executada.

Após o intervalo, Nigel Kennedy retornará para interpretar o "Concerto para violino de Bruch", de Mendelssohn.

A Orquestra Sinfônica da Cidade de Birmingham, sob a regência de Sir Simon Rattle, interpretará a Erótica, a Terceira Sinfonia de Beethoven.

O quarteto parece completamente unido em sua leitura de Dvorák, mas eu tenho grandes restrições a respeito de quatro de seus músicos.

Vende-se violino Stradivarius. Quase novo.

Será interpretada a Despedida do pastor de A danação de Cristo, de Berlioz.

A Orquestra da Rádio Nacional Polonesa, sob a regência de Antoni Wit, interpretará o Concerto no. 1 de Chopin (solista: Frédéric Chopin).



MUSICASSETADAS

Escorregões, trombadas, pequenos desastres... quem nunca riu com uma videocassetada ou similar que atire a primeira pedra! Agora, que tal uma musicassetada, ou melhor, uma musicassetada clássica? Essa é a proposta do americano Andrew Lewin, professor de Apreciação Musical na Clemson University. No site Classical Music Bloopers Lewin colocou à disposição dos visitantes uma seleção de erros a respeito de música erudita cometidos pelos seus alunos. Algumas das pérolas:

Expressionismo é quando você usa ou compõe música para expressar como você se sente.

Um movimento do Concerto para Orquestra de Bartók é chamado Jogo de Pares porque todos os solos são tocados por dois músicos em um único instrumento.

Há duas maneiras pelas quais o nacionalismo pode ser expresso em música: exotismo e erotismo.

Música de programa é aquela programada em algum tipo de teclado eletrônico.

O musical West Side Story, de Bernstein, foi baseado em Romeu e Julieta, mas as famílias rivais são substituídas por gangues de adolescentes, uma de judeus e outra de católicos.

As três partes da forma-sonata são: exposição, deposição e capitulação.



E ELES TAMBÉM ERRARAM...

Gênios também erram. Veja só o que os mestres um dia disseram:

Um bastardo sem talento!
Tchaikovsky sobre Brahms

Ele me faz pensar: por que um homem tão culto e agradável pode compor tão mal?
Mendelssohn sobre Berlioz

É claramente louco.
Berlioz sobre Wagner

A Sinfonia Dante é o inferno e os poemas sinfônicos sobrevivem apenas por negligência continuada.
Stravinsky sobre Liszt

O Prelúdio à tarde de um fauno tem sonoridade bonita, mas nenhuma ideia musical.
Saint-Saëns sobre Debussy

Seria um grande compositor se seu professor o tivesse espancado bastante.
Beethoven sobre Rossini

Belos momentos, mas terríveis meias-horas!
Rossini sobre Wagner

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 04:54


P.D.Q. Bach (1807-1742)? - o filho esquecido de Johann Sebastian

Deu a louca no Maestro 6151ad10


SUA VIDA

Último dos vinte filhos de Johann Sebastian Bach, P.D.Q. Bach nasceu no dia 31 de março de 1742, na Alemanha, exatamente um minuto após a meia-noite. Compositor de múltiplos talentos, muitas vezes visionário, foi ignorado pelo pai e rejeitado pelos irmãos. Sua existência foi totalmente esquecida durante sua própria época e ainda mais na posteridade.

O gênio de P.D.Q. Bach, falecido em 1807, demorou dois séculos para ser reconhecido. O autor da descoberta foi o professor e estudioso da University of Southern North Dakota at Hoople, Dr. Peter Schickele.

Tudo aconteceu em 1954, quando Prof. Schickele procurava, em um castelo na Baviera, obras-primas musicais perdidas. Acabou deparando-se com uma cópia manuscrita da Sanka Cantata, assinada por um tal P.D.Q. Bach. Analisando mais detalhadamente a partitura, Schickele descobriu duas coisas: o porquê do terrível cheiro de café que dela emanava e que havia encontrado um gênio.

A partir de então, Schickele não parou de descobrir novas obras de P.D.Q. Bach, sempre as executando com seus dois grupos, a Semi-Pro Musica Antiqua e a New York Pick-Up Ensemble. Incansável defensor do gênio que descobrira, Schickele levou a música de P.D.Q. Bach a todo o mundo, fazendo suas obras entrarem no repertório de grandes orquestras como a Filarmônica de Nova York e a Sinfônica de Londres.

Hoje, P.D.Q. Bach é considerado um dos monstros sagrados da música ocidental. A pergunta é inevitável: como pudemos ignorar por tanto tempo um compositor de tal vulto?


SUA OBRA

A obra de P.D.Q. Bach é vasta e variada: vai do concerto à ópera, do oratório à música para cravo. E em várias obras podemos perceber a ousadia e o gênio visionário de P.D.Q., tanto na forma como na orquestração (que muitas vezes inclui instrumentos como bicletas ou casacos de couro).

A ópera mais conhecida de P.D.Q. Bach é também uma de suas obras-primas absolutas: O rapto de Fígaro, que muito deve ao estilo de Mozart. Também ficou célebre outra ópera, esta em um ato, O fagote mágico. De outra obra dramática, La clemenza di Gengis Khan, restou apenas a abertura.

Ainda no campo da música vocal, P.D.Q. compôs várias cantatas (entre elas a Cantata Bluegrass e a Cantata Wachet Arf!, também conhecida como a Cantata Canina) e grandiosos oratórios, como Oedipus Tex.

Para orquestra, P.D.Q. nos deixou algumas obras-primas como a Abertura 1712, dois Concertos grosseiros, os Concertos de Hindenburgo, o Sacrifício musical e o Pervertimento para cordas. No campo da música instrumental, não podemos nos esquecer do Cravo mal temperado, das Variações Erotica, das Variações Goldbrick e do Livro de anotações de Betty-Sue Bach, obra didática que escreveu para a esposa.

P.D.Q. Bach foi um mestre da forma concerto para solista, com obras monumentais como o Concerto para dois pianos versus orquestra. Na música de câmara, não deixou por menos: a Sonata para viola a quatro mãos, o Quinteto A treta, as Suítes para violoncelo em toda sua solidão. Também escreveu canções, da qual as Canções e polcas de amor são o mais perfeito exemplo.

Em todos os campos, a força de um grande gênio: eis P.D.Q. Bach.


A VERDADE

Assustado? Acalme-se: P.D.Q. Bach não passa de um divertidíssimo personagem de ficção. Ele não foi descoberto, mas sim criado, pelo irreverente e talentoso músico americano Peter Schickele (que nada tem de acadêmico ou "doutor"), nascido em 1935. Irriquieto, Schickele compõe para cinema, teatro e televisão, faz arranjos e - nas horas vagas - cria as hilariantes "obras-primas" de P.D.Q. Bach.

A criação do filho desconhecido de Johann Sebastian se deu na década de 60; em 1965, Schickele fazia a primeira performance pública das obras de P.D.Q. "descobertas" por ele. A sátira à música erudita foi sucesso imediato, em todos os públicos.

A partir da década de 70, Schickele começou a dar concertos anuais como P.D.Q. Bach (o último, de 1999, entitulava-se De ouvidos bem fechados), lançou discos (quatro, todos pela Telarc, ganharam o Grammy na categoria Humor) e até mesmo escreveu uma biografia "psicografada" do compositor, A biografia definitiva de P.D.Q. Bach.

Por incrível que pareça, Peter Schickele também dedica seu tempo à composição de obras mais sérias, como vários concertos, serenatas, uma sinfonia e até mesmo um Requiem para cordas.


AS PIADAS

Explicar a piada é algo que não se faz, mas cabe aqui uma observação: muitas das tiradas de Peter "P.D.Q. Bach" Schickele se baseiam em trocadilhos que só fazem sentido no original inglês. No texto acima, fez-se um esforço para "adaptar" os nomes das obras para o português sem que o sentido fosse perdido.

O Quinteto A treta, referência ao Quinteto A truta, de Schubert, é um exemplo. O original é The Trite Quintet, ou seja, Quinteto banal. No fundo, um quinteto banal é uma treta, daí a adaptação um tanto livre. Sem graça, com certeza. Mas valeu a intenção.

Outros títulos engraçadíssimos e de impossível adaptação ao português:

The royal firewater musick: Música para o real aguardente, mistura da Música aquática com a Música para os reais fogos de artifício, de Handel.

The seasonings: Os condimentos, trocadilho com The seasons (As estações), oratório de Haydn.

The grossest fugue: A fuga mais grosseira, sátira da Grosse fuge (Grande fuga) de Beethoven.

Octoot for wind instruments: intraduzível. Octoot é uma mistura entre a palavra octeto e o verbo inglês to toot, buzinar. A referência aqui é o Octeto para instrumentos de sopro de Stravinsky.

Safe Sextet: intraduzível. O nome é um trocadilho entre os termos safe sex (sexo seguro) e sexteto. Outra dica: a obra foi "encontrada" em um cofre (safe, em inglês) de motel!

Sonata Abassoonata: intraduzível. Trata-se de uma sonata para fagote (bassoon) e piano. O título faz uma brincadeira com a Sonata Appassionata de Beethoven.

Schickele também brinca nos índices que dá as obras. Por exemplo, a Antífona do café da manhã recebe o S (de um suposto "catálogo Schickele") 8:30; já a Cantata Canina tem o índice S. K9 (lê-se K-nine, ou seja, canino).

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Mensagem por Alquimista em 20/12/2018, 04:56


Em breve voltaremos com mais metástases mixolídias sincopadas.

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Mensagem por Eugene Hector em 22/12/2018, 11:32


Aonde vc coleta essas pérolas??
maravilhoso tópico...

Ah, sabe da montagem de Tosca em que ao invés de um colchão colocaram uma cama elástica no último ato? tosca se jogou e sua cabeça apareceu de novo sete vezes no topo dos arcos...hehehheheehe

*nessa Tosca, o soprano encontrava-se grávida...por isso o uso dos colchões de mola.

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Alea jacta est
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Mensagem por Alquimista em 23/12/2018, 00:31


Seja bem-vindo, Eugene Hector!

Eugene Hector escreveu:
Aonde vc coleta essas pérolas??
maravilhoso tópico...

Obrigado! Eu gosto de ler a biografia dos grandes compositores.

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Mensagem por Alquimista em 23/12/2018, 00:42


Brahms, o dorminhoco

Reza a lenda que quando Liszt interpretou pela primeira vez sua Sonata em si menor para Brahms, este acabou dormindo durante a apresentação, o que deixou o mestre húngaro deveras irritado.

Será que foi daí que Brahms tirou sua inspiração para compor o famoso Wiegenlied Op. 49 no. 4 (o Lullaby)? BIG LOL!

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Mensagem por Alquimista em 28/12/2018, 01:10


A Diva mais detestável

É muito comum os excessos de estrelismo entre os cantores, mas nesse quesito a soprano Kathleen Battle é insuperável.

Como uma vez em que ela sentiu frio dentro de uma limusine por causa do ar-condicionado...

O que a prima donna fez?

Ao invés de explicar a situação para o motorista, ela ligou para seu empresário em Nova York do banco de trás da limusine e exigiu que ele ligasse pro motorista e lhe dissesse para ajustar o nível do ar-condicionado.

Fala sério! Isso que é humildade!  Clapping

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Mensagem por Alquimista em 11/1/2019, 02:05


Schubert e o Gerente

O diretor de Engenharia, ganhou um convite para assistir a um concerto da Sinfonia Inacabada de Franz Schubert. Como estava impossibilitado de comparecer, passou o convite para seu Gerente de Organização, Sistemas e Métodos. Na manha seguinte o diretor perguntou se seu gerente tinha gostado do concerto. Ao invés de comentários, ele recebeu o seguinte relatório:

De: Gerencia de Organização, Sistemas e Métodos
Para: Diretoria
Ref: Sinfonia Inacabada

1- Por um período considerável de tempo, os músicos com oboé não tinham o que fazer. Sua quantidade deveria ser reduzida e seu trabalho redistribuído pela orquestra, evitando esses picos de inatividade;
2- Todos os doze violinos da primeira seção tocavam notas idênticas. Isso parece ser uma duplicidade desnecessária de esforços e o contingente nessa seção deveria ser drasticamente cortado. Se um alto volume de som fosse requerido, isso poderia ser obtido através de uso de amplificador;
3- Muito esforço foi envolvido em tocar semitons. Isso parece ser um preciosismo desnecessário e seria recomendável que as notas fossem executadas no tom mais próximo. Se isso fosse feito, poder-se-ia utilizar estagiários em vez de profissionais;
4- Não havia utilidade prática em repetir com os metais a mesma passagem já tocada pelas cordas. Se toda essa redundância fosse eliminada, o concerto poderia ser reduzido de duas horas para apenas 20 minutos;
5- Enfim, sumarizando as observações anteriores, podemos concluir que: Se Schubert tivesse dado um pouco de atenção a esses pontos, talvez tivesse tido tempo de acabar sua sinfonia.

A Gerência

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Mensagem por Alquimista em 11/1/2019, 03:01


Curiosidades sobre Mozart

Rivalidade entre irmãos é uma coisa que não se pode evitar.
Isso acontecia com Marianne (Nannerl) e Wolfgang como qualquer outro casal de irmãos. Leopold começou a ensinar música à menina, que em pouco tempo mostrou grande vocação, no qual a família foi isolando o querido Wolfgang. Para ter a devida atenção da família, o pequeno Mozart começou a prestar atenção nos estudos da irmã, e começou a ''bater nas teclas'' que nem ela.
Norbert Elias, em seu livro Sociologia de um Gênio, se refere de forma genérica à rivalidade comum entre irmãos na primeira infância (não apenas no caso de Mozart) e, frisando bem, Elias diz: “como muitas outras crianças em mesma situação...” e continua:
“Mozart deve ter lutado por sua parcela de amor e atenção do pai imitando sua rival [este termo é usado no contexto genérico que mencionei], batendo nas teclas como ela fazia. Notando, com prazer, o raro interesse prematuro do filho pelo som da espineta, e depois pelo violino, o pai passou a lhe consagrar o amoroso interesse que anteriormente parecia estar reservado à irmã (...)”
É oportuno deixar claro que Mozart sempre considerou a irmã como sua melhor amiga.

Goethe assistiu o pequeno Mozart fazer uma apresentação em 1763 em Frankfurt. Mozart tinha 7 anos, Goethe 13 ou 14.

Certa vez, Mozart ouviu um porco grunhir. Ele, então, imediatamente exclamou: G sustenido.

Quando criança, Mozart contraiu varíola em Viena, e a doença durou cerca de duas semanas. O caso foi tão grave, que deixou-o permanentemente com marcas.

Os filhos de Mozart foram:
- Raimundo Leopold (nascido e morto em 1783);
- Carl Thomas (1784-1858);
- Johann Thomas Leopold (nascido e morto em 1786);
- Theresia Constanzia Adelheid Friedericke Maria Anna (1787-1788);
- Anna (nascida e morta em 1789); e
- Franz Xaver Wolfgang (1791-1844).

Sobre o último:
Franz Xaver Wolfgang iniciou sua carreira musical em 1797, aos seis anos, cantando "Der Vogelfänger bin ich", d'A Flauta Mágica. Estudou com Niemetschek (primeiro biógrafo de Mozart), com Haydn e com Neukomm. Seu debut mais "sério" foi aos 14 anos, tocando o concerto para piano K467 e apresentando uma cantata de sua autoria para o aniversário de Haydn. Depois, estudaria ainda com Salieri e Hummel. Passaria o resto da vida como músico em cidades pequenas, notavelmente Lemberg, e fazendo turnês pela Europa. Passou seus dias finais em Viena, vindo a falecer em 1844 e ser sepultado em Karlsbad. Sua música foi até bem recebida, mas apenas até um certo ponto: o legado de ter sido filho de quem foi era pesado demais. Ou seja, foi considerado um bom musicista, com excelente gosto e técnica, mas não mais que isso.
O seu irmão mais velho, Carl Thomas, estudou música na Itália, porém mais tarde tornou-se funcionário público para o governo da Áustria em Milão, morrendo em 1858. Este ramo da família Mozart não deixou descendentes.

Em correspondências, na adolescência, Mozart muitas vezes expunha suas fantasias coprófilas.
O KV 561, por exemplo, reúne palavras latinas, alemãs e francesas retiradas de uma carta íntima para uma prima em 1777 com sons onomatopéicos para criar um divertimento escatológico extravagante. A letra traduzida fica mais ou menos assim:
''Bona nox! Você é uma verdadeira besta
Boa noite, querida Lotte
Boa noite, sim, sim
Boa noite, boa noite
Hoje longe se vai
Boa noite, boa noite
M... na cama até quebrar
Boa noite, durma bem
E coloque o seu c... na sua boca!''

Bem, por mais que pareça estranho e chocante para nós, esse tipo de linguagem era perfeitamente normal na cultura da época e do local em que Mozart vivia, conforme afirma Norbert Elias.

A quantidade média de vinho consumida por Mozart diariamente era de 2,5 litros. (Em geral, a sociedade tinha um consumo alto)

A primeira relação sexual de Mozart foi, supostamente, com sua prima.

A fragilidade emocional foi um ponto característico de Mozart. Quando criança, ele supostamente teria iniciado seus estudos musicais por ciúme de sua irmã, a qual recebia inúmeras horas de atenção do pai e muitos elogios aos seus grandes progressos. ONDE ESTÁ A GRANDE FRAGILIDADE DO CASO? Bem, iniciados os estudos, Mozart já compunha pequenas peças para piano. A questão é que constantemente perguntava a seu pai ''Você me ama?''.
Segundo relatos de Leopold Mozart, em suas correspondências o filho fazia tal pergunta a ele "mais de dez vezes por dia" e um dia ele, brincando, respondeu "Não.". Feito isso, o pequeno Mozart pôs-se a chorar irremediavelmente.

Segundo relatos de "membros da alta sociedade" Mozart era uma pessoa culta, todavia, portava-se socialmente de um modo muito vulgar.

Era comum, em reuniões e coisas do tipo, Mozart pedir licença aos convidados para se retirar. Aos retirar-se, anotava as ideias que aviam fluído em sua mente durante a ocasião. Logo após, voltava à reunião. Acabara de compor mais uma de suas obras.

Mozart nasceu em 27/01/1756 e morreu aos 55 minutos do dia 05/12/1791 (Robbins-Landon), às 2 horas(da manhã).

Mozart não gostava de compor para Flauta, mas acredito que ele se referia apenas aos conjuntos de câmara para vários sopros (divertimentos e serenatas), nos quais não há o instrumento (exceto o KV 188). Já nos demais gêneros musicais (sinfonias, concertos, óperas etc.), a flauta recebe um tratamento mais do que especial por parte do compositor, estando mais do que comprovado o seu real amor pelo instrumento...

Depois da morte do grande compositor, Constanze casou-se em 1809 com G. N. Nissen, que se dedicou seriamente à memória do compositor com a viúva, reunindo material para a biografia que escreveu.
Eis a única fotografia conhecida de Constanze:

Deu a louca no Maestro Afp_2010

Uma das atitudes de Mozart que definiu sua vida foi seu intenso desagrado ao tratamento dos músicos pela corte. Seu pai também sentia-se assim, mas tinha, digamos, um "comportamento social adequado". Este fato gerava grande ambivalência em Leopold ao dar conselhos a Morzat enquanto crescia.

Mozart apaixonou-se por algumas de suas alunas, como Rosa Cannabich. Por outras, como Héloïse de Guines, ele tinha pura admiração pelo talento, mas de várias ele queria distância, como certa esposa de um oficial da Marinha na França! riso 2

Carta à sua prima Maria Anna Thekla: 28 de fevereiro de 1778
''Talvez você pense, ou esteja até convencida de que morri? De que abotoei a casaca? Ou bati as botas? Nada disso. Não creia nisso, imploro. Pois acreditar e cagar são duas coisas muito diferentes! Ora, como poderia estar lhe escrevendo com uma caligrafia tão bonita, se estivesse morto? Como isso seria possível? Não vou me desculpar por meu silêncio tão longo, pois você nunca me acreditaria. No entanto, o que é verdade é verdade. Tive tantas coisas para fazer que houve de fato tempo para pensar na minha priminha, mas não para escrever, como pode ver. Por isso, tive que deixar a coisa correr. Mas agora tenho a honra de perguntar-lhe como tem passado e se muito tem transpirado? Se seu estômago ainda está funcionando? Ou se estaria de fato falhando? Se ainda consegue gostar de mim? Ou se fica rabiscando horas sem fim? Se de vez em quando consegue em mim pensar? Ou se às vezes tem vontade de se enforcar? Se tem andado zangada? Com esta pobre criança mimada? Se terá a bondade de comigo fazer a paz? Se não, juro que solto um por trás! Ah, você ri! Vitória! Símbolo de nossa reconciliação, os nossos rabos serão! Sabia que por muito tempo você não me resistiria. Ora, é claro, terei sucesso nessa empreitada, mesmo que hoje arrume uma trapalhada, apesar de que em duas semanas vou para Paris, é tudo ou nada. Por isso, se da distante cidade de Augsburgo quiser me responder, escreva-me o mais rápido que puder, para que a sua carta eu posso com certeza receber, ou então, se eu já tiver partido, a sorte estará lançada, e em vez de carta receberei uma cagada! Cagada! Cagada! -Ah cagar! Oh, doce palavra! Cagar! Peidar! Essa também é ótima. Cagar, peidar! -cagada! -chupada! -oh charmante !cagada, chupada! É disso que eu gosto! Cagar, peidar e chupar! Peidar cagando e cagar chupando!...''
Wolfgang Amadeus Mozart

As cartas de Mozart são realmente muito saborosas! BIG LOL! Veja que trecho especial este em que ele falava ao pai sobre um colega violinista (Lahoussaye):
''... Quando o senhor estava me ensinando a tocar violino, eu me lembro que sempre dizia que a minha mão direita, a mão do arco, era a que faria para mim a música ‘real’. O senhor devia ouvir o que este arco de Lahoussaye pode fazer – sutis nuanças que eu nunca ouvi antes! A haste é feita de uma rara madeira vinda de Pernambuco, no Brasil, que é forte mas flexível – elástica como o cabo de um chicote...'' (Carta de Paris, 15 de abril de 1778)

Sobre a altura de Mozart, o cantor Michael Kelly (primeiro Basilio e Don Curzio em Le Nozze di Figaro) se lembrava de Mozart como ''um homem notavelmente pequeno, muito magro e pálido, com uma profusão de belos e loiros cabelos, dos quais era um tanto vaidoso'' (Kelly, 1826).

Quando um de seus filhos estava morrendo ou sua esposa dando à luz, via-se Mozart sentado, indiferente a tudo, compondo. Ele dizia que suas composições provinham de uma região indiferente ao mundo exterior de sua alma.

Mozart passou a maior parte de sua infância sentado.

Querem mais?

Tem mais duas ótimas curiosidades sobre Mozart AQUI.

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Mensagem por Alquimista em 11/1/2019, 03:28


Depois das curiosidades, agora...

Frases sobre Mozart

"Ele perguntou-me o que eu pensava do excelente Mozart e todos os seus pecados. Respondi, no entanto, que eu ficaria contentíssimo em renunciar a todas as minhas virtudes em troca dos pecados de Mozart."
Felix Mendelssohn

"Que imagem de um mundo melhor tu nos deste, Mozart!"
Franz Schubert

"Não parece que as obras de Mozart vão ficando cada vez mais frescas, à medida que as ouvimos com maior frequência?"
Robert Schumann

"Se não podemos escrever com a beleza de Mozart, tentemos ao menos escrever com a sua pureza."
Johannes Brahms, em carta a Antonín Dvorák

"Os alemães têm sido sempre, em todos os tempos, os maiores harmonizadores, e os italianos os maiores melodistas. Porém, a partir do momento em que o Norte produziu um Mozart, nós do Sul fomos batidos em nosso próprio terreno, porque esse homem se eleva acima de todas as nações, unindo em si o encanto da melodia italiana e toda a profundidade da harmonia germânica... [Ele é] o único músico a ter tanto conhecimento quanto gênio, e tanto gênio quanto conhecimento."
Gioacchino Rossini

Perguntado qual seria seu favorito, entre os grandes mestres, disse Rossini: "Beethoven eu tomo duas vezes por semana, Haydn quatro, e Mozart todos os dias."
Gioacchino Rossini

"Há duas espécies de gênio: o gênio natural e o gênio racional. Embora eu admire imensamente este último, não posso negar que o primeiro tem toda minha simpatia. Sim, eu tenho a coragem de preferir Rafael a Miguel Ângelo, Mozart a Beethoven e Rossini a Meyerbeer."
Geoges Bizet

"A incrível beleza de seus quartetos e quintetos, e algumas de suas sonatas, foram os primeiros a converter-me a este gênio celestial, ao qual desde então tenho adorado."
Hector Berlioz

"Mozart engloba todo o reino da criação musical, porém eu só tenho o teclado na minha pobre cabeça."
Frédéric Chopin

"Eu acredito em Deus, Mozart e Beethoven."
Richard Wagner

"Com que cara ficariam Bach, Handel, Haydn e Mozart depois de ouvirem uma ópera de Wagner?" Não tentarei responder pelos primeiros três, porém é tranquilo dizer que Mozart, o gênio universal cuja mente era isenta de prosaísmos ou preconceitos, não só arregalaria os olhos, mas também ficaria encantado como uma criança, com todas as novas conquistas nos departamentos de drama e orquestra. Sob uma tal luz deve ser visto Mozart... Onde ele é maior, ele abraça todos os tempos.
Em Bach, Beethoven e Wagner nós admiramos principalmente a profundidade e a energia da mente humana; em Mozart, o instinto divino.''
Edvard Grieg

"A chave para se cantar Mozart é a simplicidade. Você tem que seguir seu instinto e se prender à verdade emocional que enche cada página."
Frederica von Stade

"Como diretor, minha definição de paraíso seria a de ficar perpetuamente ensaiando as óperas de Mozart."
Peter Hall

"Mozart nos faz acreditar em Deus muito mais do que ir à igreja porque não pode ser por acaso que tal fenômeno chega ao mundo e depois vai embora, ao fim de 35 anos, deixando atrás de si um número ilimitado de obras-primas inigualáveis."
Maestro Sir Georg Solti

''A extensão e o alcance do gênio de Mozart são tão vastos e estonteantes que qualquer resumo conciso de suas realizações corre o risco de ser mesquinho. Ele pegou o dinheirinho miúdo musical de seu tempo, aprendido desde menino nas cortes europeias, e transformou-o em uma mina de ouro... Em suas óperas ele exibiu não só uma emoção dramática até aqui inigualada, mas ampliou os limites da arte do cantor e, com sua espantosa penetração no interior da natureza humana, criou personagens no palco... comparáveis aos de Shakespeare. Não por alguma liberação revolucionária, mas pela superioridade natural da música que escreveu, ele mudou os caminhos da sinfonia, do concerto para piano, do quarteto de cordas, da sonata, e ainda de muito mais. "Mozart é a música", disse um crítico, e a maioria dos compositores desde 1791 têm concordado com ele.''
Michael Kennedy - Dicionário Oxford de Música

"Mozart é o maior de todos os compositores. Beethoven "criava" sua música, porém a de Mozart é de tamanha pureza e beleza que sentimos que ele apenas a "encontrou" que ela sempre existira como parte da beleza interior do universo, esperando para ser revelada."
Do físico Albert Einstein

"Ó, Mozart! Divino Mozart! Como é preciso compreender-te pouco para não te adorar! Tu, a verdade constante! Tu, a beleza perfeita! Tu, o encanto inesgotável! Tu, sempre profundo e sempre límpido! Tu, a humanidade completa e a simplicidade de criança! Tu que experimentaste tudo e que exprimiste tudo numa língua musical que nunca foi superada e que jamais será superada!"
Charles Gounod (25/10/1882)

"Mozart, para mim, é o Deus da Música"
Maestro Sir Colin Davis

"Ele é o Cristo da música em que se têm fundido todos os seus precursores, tal como os raios solares se anegam no sol."
Tchaikovsky

"Eu daria tudo para ter escrito esta obra"
Richard Strauss, no leito de morte, sobre o Concerto para Clarinete de Mozart (KV 622)

"Eu nunca tinha visto alguém tocar com tal espírito e graça"
Muzio Clementi, sobre Mozart ao piano

"Este jovem fará com que no futuro todos se esqueçam de nós (compositores)"
Johann Hasse

"Mozart tem seu lugar entre esses homens extraordinários, cuja glória perdurará por séculos. Seu grande gênio abarca,por assim dizer, todo o âmbito da arte musical; é rico de ideias; suas obras são uma torrente, em copioso fluxo, que arrasta para adiante tudo em seu curso. Ninguém antes o ultrapassou, e profunda reverência e admiração não lhe negará a posteridade"
Chronik von Berlin, 1790

"Claridade, serenidade, graça, a marca distintiva das obras de arte da antiguidade, são também aquelas da escola mozartiana. Caso essa brilhante maneira de pensar e compor venha talvez um dia a ser suplantada por uma informe maneira mística, como o será com o correr do tempo, que até lança sua sombra sobre a arte, então que essa outra arte antiga não se torne esquecida, na qual Mozart reinou."
Robert Schumann

"A música de Wolfgang Amadeus Mozart é uma das maiores glórias da civilização europeia."
Anônimo

"Provavelmente, Mozart é o ser humano mais inteligente que já existiu"
Daines Barrington, em um relatório sobre o pequeno Mozart

"O mais prodigioso gênio elevou-o acima de todos os mestres, em todos os domínios e em todos os séculos."
Richard Wagner

"Imortal Mozart, tu a quem tudo devo; tu graças a quem me perdi, senti a minha alma fulminada pelo espanto, experimentei o terror no mais íntimo do meu ser; tu a quem dou graças por ter encontrado na vida algo que conseguiu acordar-me!"
Kierkegaard

"Pressinto em Mozart uma arte que não descubro em nenhum outro"
Karl Barth

"Nada escapa ao alcance do seu espírito, desde que se integre na forma do seu espírito. A música é barroca e também é grega, clássica e moderna, em qualquer caso nunca ouvida sem ser nele. Há sempre, na sucessão rápida desta música selvagem e requintada, o emprego das forças mais poderosas em todos os registros da orquestra e da voz, para a união dos vários gênios: o gênio da ciência e o gênio da infância. Mozart cumpriu um destino que não tem, no mundo, segunda forma."
Pierre Jean Jouve

"Oh, quanto amo Mozart e quanto o venero porque não pôde inventar para "La Clemenza di Tito" uma música como a de "Don Giovanni", nem para "Cosí fan Tutte" uma como a de "Le Nozze di Figaro"! Quanto teria sido desonrada a música com isso! Mozart sempre fazia música. Mas só podia escrever bela música quando estava entusiasmado. Se é verdade que esse entusiasmo devia surgir do mais íntimo de seu ser, também é verdade que só explodia, radiante e luminoso, quando se sentia aceso de fora; quando o gênio do amor celestial via, de dentro, o objeto apaixonável a quem ele, esquecendo de si mesmo, podia alcançar."
Richard Wagner

"Há dois gênios que a meu ver tiveram muita sorte com a data de seu nascimento: um é Shakespeare, que herdou uma forma totalmente regular da poesia inglesa que pôde torná-la irregular, fazê-la respirar; o outro é W. A. Mozart, que herdou um século de classicismo que pôde modular em uma angústia romântica repentina (como fez em Idomeneo). Ambos foram gênios que ditaram suas próprias leis, gênios supremos."
Peter Hall

"Mozart foi alegria de minha juventude, o desespero de minha idade madura e o consolo de minha velhice. Por que o desespero?, perguntam-me sempre. E costumo responder que, no meio dos meus triunfos, não pude alcançar meu grande modelo"
Gioacchino Rossini

"Mozart aos 8 anos compunha música tão boa como Haydn aos 40."
Maestro Sir Neville Marriner

"O milagre que Deus permitiu nascer em Salzburgo."
Leopold Mozart

"Dificilmente alguém pode se destacar diante do grande Mozart. Se eu pudesse imprimir na alma de cada amante da música, e sobretudo na dos poderosos deste mundo, o que compreendo e sinto diante dos inimitáveis trabalhos de Mozart, as nações se rivalizariam para ter semelhante preciosidade."
Joseph Haydn

Um compositor, de forma alguma desconhecido, morando em Viena, disse para um colega na morte de Mozart, com bastante sinceridade e retidão:
"É claro que é uma pena perder um grande gênio, mas é bom para nós para que ele tenha morrido, porque se ele vivesse mais anos, realmente o mundo não daria uma migalha de pão pelas nossas composições."

"O destino foi cruelmente irônico com Mozart, um dos maiores gênios da música de todos os tempos: a infância radiosa, em que se viu cumulado de admiração e glória, na idade adulta esteve marcado pela infelicidade, pela incompreensão, por dificuldades de todo tipo e pela doença. A despeito disso, sua música jamais deixou de ser jovial e transmitir alegria, mesmo que sua alegria soasse, por vezes, melancólica."
Anônimo

"...Se Wolfgang achasse que estava diante de uma plateia obtusa, tocava peças fáceis e sem importância; mas se estivesse presente alguém que realmente amasse e conhecesse música, ele tocava com todo o seu coração e toda a sua alma..."
Anônimo

"...Somos tomados do mais profundo pasmo quando vemos um menino de seis anos sentar-se ao cravo e o ouvimos não apenas tocar os mesmos concertos, trios e sonatas de maneira adulta, sem nenhum traço de
infantilidade, mas também o ouvimos improvisar de sua própria cabeça, durante horas a fio, ou ler à primeira vista, e executar ,o acompanhamento de sinfonias, árias e recitativos, em concertos... Mais ainda, quando ele foi colocado em um outro aposento, e notas isoladas eram tocadas, não apenas ao teclado, mas em qualquer outro instrumento, e ele no mesmo instante dar o nome da nota. Na verdade, quando ouve um sino tocar ou um relógio bater, ou mesmo soar um relógio de bolso, é capaz de identificar a tonalidade de imediato. Dadas umas poucas notas de uma melodia, ele conseguia reproduzí-la e em seguida encaixar diretamente o baixo, o que sempre faz de forma belíssima, excelente e precisa, de tal forma que ficamos boquiabertos..."
Jornal de Augsburgo de 1763

"Mozart é bom e admirável."
Ludwig van Beethoven

"Como artista, ou como músico, Mozart não foi um homem deste mundo"
Alfred Einstein

"Gosto de tudo em Mozart porque gostamos de tudo nas pessoas que realmente amamos".
Do compositor russo P. I. Tchaikovski

"Mozart é todo música. Não há nada que se possa exigir de Música que ele não tenha abordado — o espírito da compaixão, do amor universal, até mesmo do sofrimento — um espírito que não conhece idade, que pertence a todos as idades."
Maestro Leonard Bernstein

"Eu falando como um homem honesto, digo-lhe diante de Deus que seu filho é o maior compositor que conheço, pessoalmente, ou de nome. Ele tem bom gosto e, além disso, o mais completo conhecimento da ciência da composição."
Joseph Haydn a Leopold Mozart.

"Que eu tenha consagrado minha vida a música - isso eu devo a Mozart."
P.I. Tchaikovsky

"... o Gênio da luz e do amor na música alemã."
Richard Wagner

"O nascimento da melodia mozartiana é a revelação da alma humana buscada por todos os filósofos."
Richard Strauss

"A última obra perfeita criada por um ser humano."
Hermann Hesse (sobre o Don Giovanni)

"Beethoven atinge o céu em muitas obras, mas Mozart - vem de lá!" -
Maestro Joseph Krips

"As paixões — violentas ou não — nunca devem ser expressas de forma desagradável... A Música, mesmo nas mais terríveis situações, nunca deve agredir o ouvido".
Mozart

"Ich bin vergnirgt, weil ich zu komponiren habe, walches doch meine einzige Freude und Passion ist". (Estou contente porque tenho o que compor, o que realmente é minha única alegria e paixão.)
Mozart

"O senhor sabe que vivo, por assim dizer, mergulhado em música, que me ocupo dela o dia inteiro, especulando, estudando, ponderando."
Mozart ao pai

"Gosto que uma ária adeque-se a um cantor tão perfeitamente quanto uma roupa de bom feitio".
Mozart

"Para conseguir aplausos, é preciso escrever algo tão insignificante a ponto de poder ser cantado por um cocheiro, ou tão ininteligível que agrade precisamente porque ninguém de bom senso é capaz de compreendê-lo."
Mozart ao pai

"Erram as pessoas que pensam que minha arte me vem com facilidade. Eu lhe garanto, querido amigo, que ninguém devotou tanto tempo e pensamento a composição quanto eu. Não há um único mestre famoso cuja música eu não tenha estudado muitas vezes."
Uma carta de Mozart

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Mensagem por Alquimista em 13/1/2019, 03:48


Paganini passeava calmamente pela rua no dia seguinte a um dos seus mais retumbantes sucessos em Leipzig. Encontrou um pobre velho, mendigo, que arrancava notas pavorosas de um violino em lamentável estado.
Paganini, que estava de muito bom humor em virtude do recente triunfo, pediu emprestado o instrumento e, como para semelhante artista não há violino ruim, tirou dele notas verdadeiramente maravilhosas.
Depois, desejando saber a opinião do velho, perguntou-lhe:

_Então, meu amigo, que lhe parece?
E recebeu, em tom indulgente, esta resposta:
_Não está mal, nem bom, meu senhor. Se estudar com afinco, acabará tocando bem. Não desanime!

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