Existem atalhos para a genialidade?

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Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Alquimista em 10/3/2017, 19:30

Sempre achei interessantes os métodos-atalho para a genialidade. No passado, achavam que eram alguns psicotrópicos, recentemente começaram a falar que o macete seria hiperestimular o hemisfério direito do cérebro com uma série de tarefas (escovar os dentes com o braço esquerdo caso a pessoa seja destra, caminhar virado para trás, ambidestralidade, etc...).

O cientista Allan Snyder trabalha nessa linha. Intrigado com o mistério dos Savants, sua meta é desvendar a genialidade humana e, para isso, ele usa a estimulação magnética transcraniana (EMT), com resultados satisfatórios até agora. Pessoas comuns que se submeteram aos testes manifestaram genialidade durante um curto período de tempo. Snyder acha que todo ser humano tem a capacidade para se tornar um gênio.

A Susan Polgar, por exemplo, passou a infância toda lendo livros de xadrez e sua memória de longo prazo reteve tantos ''desenhos'' esquemáticos de jogadas, que ela acabou se tornando uma expert em padrões estratégicos. O pai dela foi um húngaro que, inspirado na Psicologia e no pai de Mozart, quis provar que é possível ''criar'' gênios dentro de casa. De fato, ele comprovou sua teoria através das suas três filhas, que se tornaram genuínas gênias do xadrez.

Bobby Fischer, jogando com ele mesmo, realizava na prática todas as jogadas que estudava exaustivamente nos livros até que as tivesse absorvido completamente.

Na verdade, este é um dos segredos da genialidade.
Esqueçam o que já ouviram sobre Ouvido Absoluto, Memória Fotográfica, etc...
O segredo se encontra nas informações retidas na memória de longo prazo após excessivas jornadas de repetições de padrões específicos. Evidentemente, quando mais cedo se trabalhar com estes processos, mais vantajoso será o resultado, o que explica ''fenômenos'' prodigiosos como Mozart e Magnus Carlsen.

(Aqui não estão sendo consideradas a superdotação, o QI, as altas habilidades, predisposição genética, talento natural, dom divino, presente de deus, fenômeno da natureza, mahatmas, avatares, iluminados, enfim, tudo o que pode dar um empurrãozinho para que um simples mortal se eleve para a categoria de... gênio.  KKKKKKKKKK...)

No caso de Mozart, o Lá diapasão de sua época não é o mesmo da nossa, e sabe-se que o do bebê também não é o mesmo do adulto. Cai por terra o mito do Ouvido Absoluto. O que aconteceu com Mozart, provavelmente, é que ele trabalhou com tantos padrões sonoros desde bebezinho que, para o cérebro dele, decorar melodias intrincadas após uma única audição se tornou extremamente banal (o mesmo pode-se dizer da Susan Polgar). Sendo assim, o ''Milagre de Salzburgo'' poderia ser explicado através dos esforços do seu pai, Leopold, que não era um músico qualquer, mas sim um grande professor que escreveu o maior tratado para execução de violino na época. Isso tem ou não tem peso na educação musical do pequeno Amadeus? Contudo, estudos de historiometria (trata-se de um método científico para se analisar o Quociente de Inteligência de pessoas do passado) revelaram que Mozart tinha um QI altíssimo. Mesmo assim, o fato é que Leopold ensinou o pequeno Mozart à exaustão na melhor fase de aprendizado do cérebro. O resultado foi que o garoto desenvolveu sobremaneira seu hemisfério direito, o que explicaria suas excepcionais faculdades (como também suas manias de falar e escrever ao contrário).

O mesmo pode ter acontecido também com Beethoven, Mendelssohn, Glenn Gould e vários outros, que foram forçados à lições exaustivas de música durante a infância. Evgeny Kissin, por exemplo, que veio a se tornar um gênio do piano, solfejou uma fuga de Bach antes de balbuciar a primeira palavra. Claro, ele teve aulas de piano desde quando estava na barriga da mãe, que costumava tocar Bach na gravidez. Já Beethoven deixa os historiadores perplexos, pois era para ter crescido odiando o piano devido à tortura que o pai lhe impôs a fim de que se tornasse um virtuose. Só que ele cresceu apaixonado pelo instrumento. Mas a ''dona sorte'' não sorri para todos e a natureza sempre falha em alguns casos, ''produzindo'' medíocres... Beethoven repetiu o mesmo processo com seu sobrinho, sendo que, este sim, repudiou o piano e até tentou se matar. Nem todos ''nascem para ser gênio''... HAHAHAHAHAHAHAHAHA...
Outro que funcionou foi com Lang-Lang, que se tornou gênio do piano às custas dos papos e sopapos que o pai lhe dava. Ai se o pai pegasse o chinesinho perdendo tempo com brinquedos... Era uma surra só!  

Aliás, tocar piano no nível de peças de Liszt e Rachmaninoff não é tão diferente quanto jogar xadrez de nível campeonato mundial. Após um longo estudo disciplinado e metódico, as partituras, com seus padrões harmônicos, acordes e arpejos, vão se tornando uma coisa tão natural e corriqueira, que o executante acaba ganhando a cobiçada habilidade da leitura à primeira vista. É como uma bailarina clássica que estuda desde criança, ela demonstra tanta facilidade uma vez adulta, impressionando com sua leveza, naturalidade e facilidade ao executar movimentos dos mais árduos, mas só porque seus músculos se tornaram perfeitamente adaptados para isso, em detrimento de alguém que se arrisca a estudar balé na fase adulta. Aí, só mesmo um baile de cãibras. É quase impossível!

Então, se vocês querem se tornar feras no xadrez, ''lege lege lege labora ora et relege'', ou seja, leiam tudo que puderem de xadrez e executem na prática todos os ''padrões modelísticos'' de estratégias e jogadas e, principalmente, se dediquem só a isso, senão, a menos que não tenham nascidos um gênio como O ALQUIMISTA, desencanem!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...


Última edição por Alquimista em 10/3/2017, 21:03, editado 1 vez(es)
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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Alquimista em 10/3/2017, 20:00

A Leitura Dinâmica existe?

Dizem que Papus dominava totalmente a leitura dinâmica. Será?!

Um dos segredos disso aí, segundo alegam os defensores do método, teria a ver em se eliminar aquela vozinha (a pronunciação mental) da mente durante a leitura. Os ''entendidos'' do assunto alegam que ela, além de ser dispensável, seria o grande empecilho para se ler rápido. Por exemplo, ao visualizarmos a palavra PIPOCA, sabemos empiricamente que ela é totalmente diferente de ÁGUA. Desse entendimento, então, é que se elimina a vozinha mental sem prejudicar a compreensão.
Nos cursos também há uma série de exercícios para turbinar a velocidade do olhar. Um deles consiste num monte de retângulos de diferentes comprimentos emulando palavras de um texto, sendo que acima e no centro de cada um há um pequeno X. O exercício é ir seguindo cadenciadamente cada X com o olhar, ao mesmo tempo em que se marca a velocidade com um metrônomo. Daí, quanto mais se treina, mais rápido deveria ser o andamento até que se adquira, supostamente, uma habilidade ''Bugatticular''.  HAHAHAHAHAHAHAHA...

Mas e quanto a eficácia do negócio?! Difícil responder, ainda. Existem poucos pontos em comum com a partitura musical, pois nessa sim a habilidade da leitura dinâmica é possível (Leitura à Primeira Vista, como os músicos a chamam), ou seja, os processos cognitivos para se adquirir isso são bem diferentes, é óbvio. Mas, mesmo que alguém consiga êxito em obter uma boa velocidade na leitura, com certeza tal virtuosismo será ineficaz, dependendo do grau de dificuldade do que ela estiver lendo (há de se levar em conta a facilidade e o ''dom'' do leitor, também).
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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Alquimista em 11/3/2017, 06:55

A Arte da Mnemônica

Essa arte deve seu nome à Mnemósine, deusa grega da memória e mãe das musas.

Existem vários métodos de memorização, tais como: associação por imagens, rimas, textos musicados e frases inusitadas que expressam uma sequencia ordenada de objetos ou símbolos (técnica essa muito utilizada para ''decorar'' equações matemáticas).

Por exemplo, a fim de se memorizar facilmente os Modos Gregos da música (Modos Litúrgicos), que são os modos dórico, frígio, lídio, mixolídio, eólio, lócrio e jônio, criei a frase mnemônica Denis fugiu lendo Mozart e lendo Joplin, onde as iniciais de cada palavra da frase (junto com o e) lembram as iniciais dos modos gregos (Joplin se refere ao compositor Scott Joplin, que todo BOM músico conhece).

Dominic O’ Brien é um dos maiores mnemonistas do mundo. Ele usa sua memória prodigiosa em apresentações e campeonatos, como se fosse um atleta da mente, ou mentatleta, como também são chamados. Dominic quebrou vários recordes mundiais, como na Olimpíada de memória de 1995 ao conseguir memorizar um número de 1140 dígitos, ou numa vez em que ele memorizou 2385 algarismos binários em apenas 30 minutos.
Ele conseguiu tal proeza usando simples técnicas de memorização que consistem em converter cada número em uma determinada letra, desse jeito:

Convencionou-se desde o método proposto pelo francês Pierre Hérigone, em 1634, que o número 1 seria substituído pela letra T (ou D), o 2 pelo N, o 3 pelo M, o 4 pelo o R, o 5 pelo L, o 6 pelos X, Sh, Ch, J ou G (de gelo), o 7 pelo K (ou G, de guerra), o 8 pelos F, V ou Ph, o 9 pelo P (ou B), e, finalmente, o 0 pelos S, Z ou C (e Ç). As vogais não contam, ou seja, elas não possuem valor numérico.
Para mostrar como isso funciona, vamos pegar um número, digamos, o Número de Euler, com seus dezesseis primeiros dígitos.

2,718281828459045...

Vejam como é fácil! Primeiro, ele é desmembrado de dois em dois para que fique com oito partes contendo dois algarismos cada. Em seguida, pegamos parte por parte e convertemos seus algarismos em letras, como se a primeira parte, que é 27, se transformasse em N e K (ou N e G).
Doravante, pegamos as duas letras convertidas e basta acrescentar vogais para que as transformemos numa palavra. No caso do 27, suponhamos que as letras sejam N e K. Então é só acrescentar um ''i'' e um ''e'' para formar a palavra Nike, como a famosa marca de tênis cujo nome é inspirado na deusa grega da vitória.
Agora, vamos usar o mesmo processo com todas as partes.
O nosso Número de Euler, desmembrado, se transformou nas palavras nike, divã, navio, divã, navio, rolo, poço e rolo. Daí, é só pegá-las na ordem em que estão e elaborar uma estória qualquer com elas. Lembrando que a estória tem que ser bem espalhafatosa, quanto mais, melhor, pois nosso cérebro grava melhor um fato esdrúxulo do que um banal, como as estórias infantis, já que ninguém nunca se esquece delas.
Mas, para a nossa estória, vamos imaginar que: um tênis nike caiu em cima de um divâ. Daí, você sobe num navio gigante e passa por cima deles. Mas o divã revida ficando maior ainda e engole seu navio. Você, então, se enfurece, pega um rolo grande, desses de macarrão, bate nele até esmagá-lo e depois o joga num poço. No final, você ergue o rolo para cima, cantando vitória.
A estória ficou bem esquisita, e quanto mais violência tiver, melhor será para lembrar depois.

Pronto, vocês já memorizaram os dezesseis primeiros dígitos do Número de Euler. Se não acreditam, é só pegarem cada palavra na ordem em que elas estão na estória e fazer o processo ao inverso, mentalmente, para transformá-las em números.

E vocês ainda podem estender o método dispondo as palavras, que são os personagens da estória, distribuídas em cômodos de qualquer lugar que vocês conheçam muito bem, como suas residências, por exemplo. Isso quer dizer que, se imaginarem um recinto com apenas dez cômodos e distribuírem quatro personagens da estória em cada um deles, vocês já memorizaram facilmente um número com quarenta dígitos. É como se nossa mente fosse uma estante com várias gavetas, sendo que em cada uma está guardado um pedaço de informação, como um número gigantesco, ou uma extensa lista de nomes. E tudo isso parte do princípio que o nosso cérebro armazena melhor imagens visuais do que informações abstratas.

Os gregos antigos já conheciam este princípio, o que os levou a desenvolverem várias técnicas de memorização. O grande Hípias de Elis, por exemplo, trabalhou muito com essas mnemotécnicas. Graças a isso, ele chegou a ser um dos homens mais sábios da Grécia antiga. Este sofista sabia de tudo, debatia sobre qualquer assunto e até descobriu a quadratriz da matemática. Dizem que ele decorou uma lista com mais de cinquenta nomes quando a ouviu uma vez e, mesmo depois de velho, ainda a recitava de cor, e na mesma ordem em que foi dita. Hípias deve ter feito isso usando o método de converter informação abstrata em informação visual.

Hodiernamente, o mineiro Alberto Dell'Isola, o ''homem memória'' (que também é mentalista, mentatleta e hipnólogo), é uma das maiores autoridades no assunto.
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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Alquimista em 18/5/2017, 01:28


Mas realmente é possível ''criar gênios'', como no caso da Susan Polgar, através de um grande empurrão ou incentivo na infância????

Bom, pra falar a verdade, não acredito que as irmãs Polgar sejam gênias como Bobby Fischer foi no xadrez. Penso que elas se tornaram exímias jogadoras às custas de incontáveis horas de estudo, o que não diverge de um ás no atletismo ou um virtuose na música.  
Ademais, há de se considerar o fator genético no caso delas também, uma vez que o pai indubitavelmente demonstrava inteligência acima da média. Ou seja, as Polgar até podem apresentar altas habilidades, mas neste caso não podemos atribuir somente aos esforços do pai.

Por exemplo, de acordo com os registros históricos, Mozart sempre demonstrou espantosa facilidade, mesmo antes de ter tido qualquer instrução inicial. Foi justamente por isso que seu pai, impressionado com o distinto talento do filho, se pôs a cuidar de sua educação musical em período integral.
E como contraexemplo podemos citar outro compositor famoso, Ludwig van Beethoven. Convém notar, outrossim, que o caso Beethoven e seu sobrinho é idêntico ao do pai das Polgar, porém o compositor alemão fracassou. O sobrinho Karl nunca logrou sair da mediocridade e como resultado tentou se matar.

Felix Mendelssohn Bartholdy é outro caso deveras curioso.
O maior prodígio da história da música depois de Mozart, Mendelssohn nasceu numa família onde seus antepassados se desatacavam sobremaneira na inteligência. Podemos dizer que os dois elementos estavam presentes nele: uma carga genética bastante favorável e um ambiente cuja efervescência intelectual acolheu mui bem este fenômeno das artes.

Leonardo da Vinci e Gauss, dentre inúmeros outros gênios, deram sinais evidentes de genialidade natural e precoce sem terem tido nenhum incentivo ou esforço vestibular.

E o Shakespeare?
''O bardo'' é um ótimo exemplo de um gênio que nunca manifestou qualquer traço de genialidade antes da idade madura. Ou seja, uma hora ou outra a genialidade contida (atávica) iria aflorar. Mas cabe falar que só os stratfordianos concordariam com essa afirmação. Só os stratfordianos...

Penso que ainda é muito cedo para se dar um veredito e encerrar a questão.
Já li estudos que identificam num mesmo gene a esquizofrenia estando atrelada a alta inteligência.
Os experimentos do cientista Allan Snyder apontam para uma condição neurológica específica como a causa da genialidade. Enfim...


Última edição por Alquimista em 18/5/2017, 01:55, editado 1 vez(es)
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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Alquimista em 18/5/2017, 01:49


E os TESTES DE QI ?!?!?!?!?!

Taí um terreno ainda nebuloso, mas um saudável e fértil tema para se debater.
Claro que a intenção inicial de Alfred Binet quando criou testes de inteligência para uso clínico era determinar o nível mental (ou idade mental) das crianças. Posteriormente decidiram dividir a idade mental pela idade cronológica e o termo QI (quociente de inteligência) foi então proposto.

Penso que seja possível se confundir desempenhos acima da média em testes de QI com superdotação (ou altas habilidades, como é mais correto se chamar esta condição hoje em dia) e genialidade, e quiçá seja por isso que pessoas que de fato são extremamente inteligentes sejam atraídas para estes tipos de testes e se saiam bem neles, como naturalmente se esperaria que fossem se sobressair, ao contrário daqueles que apenas ostentariam uma única habilidade de pontuarem excepcionalmente em tais testes.
Mas tem que se analisar o conjunto da obra e não só estes testes isoladamente para diagnosticarmos adequadamente a presença de uma latente (ou manifesta) superdotação ou genialidade.
Taí o método de análise mais permissível para os pesquisadores no que tange ao que atualmente é conhecido como altas habilidades.

Por exemplo: EU sempre me saí bem em Testes de QI. Quando realizei o teste para ingressar na MENSA, acredito que tenha gabaritado o mesmo e como resultado logo fui admitido.
Mas e as altas habilidades?
Também as possuo!
Durante a idade escolar, sempre fui aluno bagunceiro da turma do fundão. Nem me interessava pelos estudos e ia pra fora da classe quase todo ia. E não estava nem aí com isso!!!!  EU, desde muito cedo, repudiava salas de aula. Para MIM eram antros que mediam imbecilidade, e não inteligência. Prova disso é que alcancei scores deveras superiores nos vestibulares em comparação aos caxias puxa-sacos de professores.
Passei em Odontologia, Matemática, Psicologia (que cursei por um tempo) e Engenharia Mecânica, tudo numa FEDERAL. Em Engenharia passei em PRIMEIRO LUGAR, mesmo estudando em residência, muito pouco, e ainda esqueci o título da redação!!! Larguei tais cursos porque conclui que nada ali poderia aprender. Pelo contrário, EU costumava fazer perguntas que nem os professores sabiam responder.
Em várias outras atividades também demonstrei ALTAS HABILIDADES. Na música, sou capaz de apreender em poucos meses o que pessoas comuns demoram anos para desenvolver.

Acredito que altas habilidades tenha muito a ver com o interesse. Quando achamos monótono certo assunto, é esperado que nosso rendimento seja inferior se comparado a outras pessoas.
Penso que para se definir bem uma condição psicológica específica, é necessário observar o quanto essa condição desvia da normalidade.
Todo mundo em algum momento passa por alguma depressão, mas se essa depressão, num caso excepcional, se desviar sobremaneira do padrão, é algo a ser analisado.
É como a taxa de glicose no sangue. Em níveis normais, não caracteriza uma doença, mas se já é elevada a fora do padrão, é preocupante e deve ser estudada.
Acho que com a superdotação é a mesma coisa. Todos apresentam um certo nível de habilidades, mas quando uma pessoa manifesta uma ou mais habilidades singulares fora do comum, já é um caso a ser investigado.

É claro que nas épocas de Gauss, Newton ou Galileu ainda não haviam testes de QI (os historiadores aferem como seriam seus possíveis QI baseados em historiometria), porém sabe-se que eles gostavam muito de jogos de desafios e eram deveras fulgazes em resolvê-los.
Um dos passatempos prediletos de Gauss era responder as centenas de cartas que ele recebia cheias de teoremas de matemáticos da Europa toda só refutá-los ou dizer que já tinha descoberto tudo aquilo bem antes. E ele sempre enviava junto as provas.
Já Allan Turing simplesmente era obcecado com estes testes. Sabe-se que em Bletchley Park costumava-se recrutar quem melhor se sobressaia em enigmas e palavras cruzadas. Não faz muito tempo a equipe de decodificadores de Bletchley Park organizou um concurso que premiaria a pessoa que primeiro solucionasse o enigma do ''Monumento dos Pastores'' de Shugborough Hall, que até Charles Darwin e Charles Dickens tentaram resolver (vejam a MINHA solução para este enigma aqui: http://mestredoconhecimento.forumeiros.com/t21-os-segredos-de-leonardo-da-vinci#182 ).
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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Alquimista em 18/5/2017, 02:36


Teste seu QI agora:

Como um superdotado dirigindo um ônibus de dois andares escaparia de uma perseguição?

(Pense antes de ver a resposta!)



RESPOSTA:



HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...
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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Gigaview em 13/6/2017, 14:00


Muito interessante todos esses artigos.

Já fiz alguns testes de QI mas nunca me saí bem neles. Eu mesmo tentei passar no teste da Mensa aqui em Niterói e fui reprovado. Embarassed

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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Apocalipse em 13/6/2017, 15:28

Gigaview escreveu:
Muito interessante todos esses artigos.

Já fiz alguns testes de QI mas nunca me saí bem neles. Eu mesmo tentei passar no teste da Mensa aqui em Niterói e fui reprovado. Embarassed

Então tá fazendo o quê aqui?
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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Gigaview em 13/6/2017, 16:38


Posso não estar à altura da inteligência dos senhores, mas se este é um fórum de debates estou aqui para aprender.

''Só sei que nada sei'', lembra?

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Re: Existem atalhos para a genialidade?

Mensagem por Alquimista em 23/7/2017, 23:40


Muitas pessoas invejosas e recalcadas tem mania de querer desacreditar a eficácia dos testes de QI.
Para essas pessoas, burras, que se saíram mal nos testes de QI não passam de mito. Pra dizer a verdade, é modismo hoje em dia dizer que o QI é um "mito", que é preciso ter QE equilibrado e a ''teoria'' das múltiplas inteligências e blábláblá... Então como que gênios comprovadamente geniais como um Newton, um Leonardo da Vinci, um Gauss, ou um Beethoven, enfim, pessoas cujo QE eram indiscutivelmente nulos, tiveram QIs elevadíssimos (provados por historiometria, um método científico muito respeitado para se analisar o Quociente de Inteligência de pessoas do passado), muito acima da média? Só esse exame derruba o modismo de que o QI é um mito.

Elas também confundem brilhantismo pessoal com alto QI. Isso é ridículo!

Vocês acham que uma pessoa com QI alto no país do funk, do carnaval, do futebol, da putaria, do BBB, da corrupção, do sertanenojo, etc, conquista alguma coisa? Acham que um talento como o de um Mozart conseguiria algo na música neste país? Seria ingenuidade extrema acreditar que QI alto é prerrogativa para o sucesso. Para isto, neste paisinho de merda, basta um outro tipo de QI: o do Quem Indica!

Muitos cientistas e nobels que existem por aí tem QIs normais. Apresentar um QI alto não é garantia de sucesso algum. Uma pessoa na média, mas que se esforça muito e batalha demais, tem deveras chances de ganhar até o Nobel.

Superdotado não é sinônimo de pessoa inteligente.
Inteligência muitas pessoas tem, como um professor, um pintor, ou até um lixeiro. QI alto é outra coisa. Altas habilidades define um tipo de quadro psicológico com características próprias e muito específicas, como o espectro do autismo, por exemplo. Sim, Altas Habilidades!
Superdotação hoje tem a ver com o termo Altas Habilidades. Enquanto que uma pessoa normal se destaca numa área devido a um grande esforço e dedicação, um superdotado pode fazer a mesma coisa, porém em muito menos tempo.

E para aqueles frustrados com seu qizinho que ainda duvidam dos testes, um exemplo clássico da definição atual de superdotação é o de Marilyn vos Savant, a mulher cujo QI foi um dos mais altos que já existiram. O que essa mulher fez foi justamente desbancar os maiores matemáticos do mundo num problema famoso que ficou conhecido como O Problema de Monty Hall. Ela simplesmente humilhou os maiores PhDs. Entenderam aí a diferença?

Uma pessoa pode ser um grande pianista se ficar estudando anos a fio durante 10 horas por dia, mas o portador de altas habilidades, vulgo superdotado, pode realizar a mesma tarefa em muito menos tempo e com menos dedicação. É uma facilidade exagerada para fazer as coisas! Só isso!  

Inteligência emocional é balela, mas seve bem para vender livros de autoajuda. Os maiores gênios tiveram uma inteligência emocional quase nula.
A verdade é: não adianta, é fato, quanto maior o QI, mais genial a pessoa é! É preciso ter para se constatar isso!!!!
Quanto aos que não tem, mas morrem de vontade de ter, inventam mil e um argumentos fazendo de tudo para justificar suas frustrações e inferioridade.
Pura inveja!

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