Poesias extraordinárias

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Apocalipse em 13/6/2017, 07:03

Gigaview escreveu:
Em se tratando de poesias, pra mim o melhor livro que existe é o ''Parnaso de Além-Túmulo''. Recomendo!

Discordo. Esse livreco não passa de uma coletânea de pastiches.
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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Gigaview em 13/6/2017, 14:06


Bullshit. Os céticos de araque acham que tem todas as respostas mas se enganam ao comparar ''Parnaso de Além-Túmulo'' como um manancial de pastiches. Basta pegar a idade que Chico Xavier tinha quando publicou a obra: 21 anos. Qualquer um que se desse ao empreendimento de tal imitação, remoldando os temas a fim de enquadra-los ao estilo do autor, gastaria uma vida inteira. Sua resposta é tipica de quem é pego de surpresa mas não sabe nada sobre o assunto.

Antes de opinar com divagações vazias vocês deveria era estudar.

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Apocalipse em 13/6/2017, 15:26

Gigaview escreveu:
Bullshit. Os céticos de araque acham que tem todas as respostas mas se enganam ao comparar ''Parnaso de Além-Túmulo'' como um manancial de pastiches. Basta pegar a idade que Chico Xavier tinha quando publicou a obra: 21 anos. Qualquer um que se desse ao empreendimento de tal imitação, remoldando os temas a fim de enquadra-los ao estilo do autor, gastaria uma vida inteira. Sua resposta é tipica de quem é pego de surpresa mas não sabe nada sobre o assunto.

Antes de opinar com divagações vazias vocês deveria era estudar.

Gigaview, você não leu o aviso que está estampado no título do fórum?

''Que não entre aqui quem não for inteligente!''
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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Gigaview em 13/6/2017, 16:36


Bobagem! Pelo visto você como cético de araque foi muito inteligente ao escolher como o pseudônimo a palavra bíblica Apocalipse que significa ''o fim do mundo''.

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Apocalipse em 13/6/2017, 17:38

Gigaview escreveu:
Bobagem! Pelo visto você como cético de araque foi muito inteligente ao escolher como o pseudônimo a palavra bíblica Apocalipse que significa ''o fim do mundo''.

O quê? A palavra grega Apocalipse significa ''fim do mundo''?  affraid Shocked

kkkkkkkkk Francamente...
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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 13/6/2017, 18:30


Cavalheiros, por favor, acalmem-se!!!!! Vamos ser sensatos a fim de não partirmos para as ofensas pessoais, ok?


Gigaview, você tem ciência do que um Mozart, ou um Ramanujan ou um Gauss tinham feito até os 21 anos de idade? Do mesmo modo, e com toda razão, um estudioso poderia muito bem argumentar que, caso se desse ao labor de replicar os feitos de tais prodígios, nem mesmo um vida inteira ainda seria suficiente.

Chico tinha apenas uma habilidade, só isso! Seu sobrinho mesmo o delatou... Assim, sua obra juvenil torna-se supérflua e nada surpreendente ou exclusiva se comparada à imensa produção intelectual de gênios precoces.    

Não, não é trabalho do ''além túmulo''.

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Gigaview em 13/6/2017, 22:30


Desisto. Sad

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 22/7/2017, 06:03



''Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
— e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras:
olhos colados aos vidros,
mulheres e homens à espreita,
caras disformes de insônia,
vigiando as ações alheias.
Pelas gretas das janelas,
pelas frestas das esteiras,
agudas setas atiram
a inveja e a maledicência.
Palavras conjeturadas
oscilam no ar de surpresas,
como peludas aranhas
na gosma das teias densas,
rápidas e envenenadas,
engenhosas, sorrateiras.

Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
brilham fardas e casacas,
junto com batinas pretas.
E há finas mãos pensativas,
entre galões, sedas, rendas,
e há grossas mãos vigorosas,
de unhas fortes, duras veias,
e há mãos de púlpito e altares,
de Evangelhos, cruzes, bênçãos.
Uns são reinóis, uns, mazombos;
e pensam de mil maneiras;
mas citam Vergílio e Horácio,
e refletem, e argumentam,
falam de minas e impostos,
de lavras e de fazendas,
de ministros e rainhas
e das colônias inglesas.

Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
uns sugerem, uns recusam,
uns ouvem, uns aconselham.
Se a derrama for lançada,
há levante, com certeza.
Corre-se por essas ruas?
Corta-se alguma cabeça?
Do cimo de alguma escada,
profere-se alguma arenga?
Que bandeira se desdobra?
Com que figura ou legenda?
Coisas da Maçonaria,
do Paganismo ou da Igreja?
A Santíssima Trindade?
Um gênio a quebrar algemas?
Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
entre sigilo e espionagem,
acontece a Inconfidência.
E diz o Vigário ao Poeta:
"Escreva-me aquela letra
do versinho de Vergílio..."
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz o Poeta ao Vigário,
com dramática prudência:
"Tenha meus dedos cortados
antes que tal verso escrevam..."
LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus — pois se atreveram
a falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).

Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
— e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras.
"Que estão fazendo, tão tarde?
Que escrevem, conversam, pensam?
Mostram livros proibidos?
Lêem notícias nas Gazetas?
Terão recebido cartas
de potências estrangeiras?"
(Antiguidades de Nimes
em Vila Rica suspensas!
Cavalo de La Fayette
saltando vastas fronteiras!
Ó vitórias, festas, flores
das lutas da Independência!
Liberdade - essa palavra,
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!)
E a vizinhança não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença.''


Cecília Meireles

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 22/7/2017, 15:26


Poema de Amor

''Vamos escolher uma noite estrelada e começar a contar as estrelas.
O número delas é infinito e assim teremos a eternidade para nós.

Hoje as pessoas levantam as cabeças para olhar a beleza das pirâmides
Mas amanhã elas erguerão muito mais para olhar o nosso amor que é maior que o universo.''


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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 23/7/2017, 00:38


''Não consigo sair daqui!
Parece que este labirinto não tem fim!
Por onde olho vejo reflexos por todos os lados.
E o pior de tudo é que a chama não se apaga.

Estava eu controlando o Sol nos altos pilares
onde se esconde a coragem dos mortais
tendo o doce prazer de estar lembrando
como era tudo isso aqui antes.

Eu que já estive com Abraão!
Eu que salvei Isaac do seu sacrifício!
Eu que lutei com Jacó até o despertar da aurora!
Eu que salvei Daniel dos leões!
Eu que destruí Sodoma e Gomorra!
Eu que anunciei nascimentos sagrados!
Eu que ordenei a meus irmãos menores que guardassem a Árvore da Vida!
Eu que cavalguei num cavalo verde claro quando foi aberto o quarto selo!

Testamos até o caráter de Jó!
E seduzimos a bela Psiquê!
Eu sou a consciência e você é a minha alma!
E estou nesta bela história desde quando tudo começou!

Desde quando ergueram as pirâmides de Gizé;
o Templo de Artémis;
o Mausoléu de Halicarnasso;
a Estátua de Zeus em Olímpia;
o Farol de Alexandria;
os Jardins suspensos da Babilônia
e o Colosso de Rodes!

Eu que protegi o nascimento daquele Alexandre
enquanto as chamas consumiam o Grande Templo de Éfeso!
E por causa disso não pude salvá-lo das ruínas
naquela noite, enquanto a lua se escondia!

Só eu sou o ouro e a prata!''


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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 16/8/2017, 16:55


Tomás Antônio Gonzaga - Marília de Dirceu

''Acaso São Estes''



Compositor: Anônimo (Coletado por Von Martius entre 1817 e 1820)
Letra: Tomás Antônio Gonzaga - Marília de Dirceu

''Acaso são estes
Os sítios formosos.
Aonde passava
Os anos gostosos?
São estes os prados,
Aonde brincava,
Enquanto pastava
O gordo rebanho,
Que Alceu me deixou?
São estes os sítios?
São estes; mas eu
O mesmo não sou.
Marília, tu chamas?
Espera, que eu vou.
Daquele penhasco
Um rio caía;
Ao som do sussurro
Que vezes dormia!
Agora não cobrem
Espumas nevadas
As pedras quebradas;
Parece que o rio
O curso voltou
São estes os sítios?
São estes; mas eu
O mesmo não sou.
Marília, tu chamas?
Espera, que eu vou''
(Marília de Dirceu - Lira V)

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 17/8/2017, 20:24


"O São Jorge que ali vai,
com ares de santarrão,
não é São Jorge nem nada,
é o tenente Zé Romão!"


Trovinha Ouro Pretana, século XVIII.


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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 22/1/2018, 20:58


William Blake: Jerusalém

O poeta, gravador e visionário inglês William Blake é considerado um dos maiores gênios literários de todos os tempos. Testemunha da transição definitiva entre as antigas tradições e o mundo moderno, Blake sempre dá sua voz às primeiras e abomina o segundo. Leremos então um de seus mais célebres poemas, Jerusalém. Admirados desde sua criação, os versos foram musicados por Hubert Parry nos anos mais lutuosos da Primeira Guerra Mundial, tornando-se um dos hinos mais ouvidos em igrejas anglicanas e um hit de concertos. Alguns anos depois, em 1922, o hino foi re-arranjado por Edward Elgar, e hoje em dia é cantado todo ano na última noite do Festival Proms. Também ganhou uma versão lisérgica pelo grupo de rock progressivo Emerson, Lake and Palmer e outras, dos Waterboys, de Jeff Beck, do U2, inspirou o título do filme Chariots of Fire, foi ouvido no casamento do Príncipe William.

http://culturafm.cmais.com.br/radiometropolis/lavra/william-blake-jerusalem

Jerusalem

And did those feet in ancient time,
Walk upon England's mountains green:
And was the holy Lamb of God,
On England's pleasant pastures seen!

And did the Countenance Divine,
Shine forth upon our clouded hills?
And was Jerusalem builded here,
Among these dark Satanic Mills?

Bring me my Bow of burning gold;
Bring me my Arrows of desire:
Bring me my Spear: O clouds unfold!
Bring me my Chariot of fire!

I will not cease from Mental Fight,
Nor shall my Sword sleep in my hand:
Till we have built Jerusalem,
In England's green & pleasant Land.


Jerusalem

E, há muito tempo atrás, caminharam aqueles pés,
Sobre as verdejantes montanhas da Inglaterra:
E foi visto o Cordeiro Sagrado de Deus,
Nos agradáveis pastos da Inglaterra!

E o Divino Semblante,
Brilhou acima de nossas pesadas nuvens?
E foi Jerusalém erguida aqui,
Em meio a estes negros e satânicos moinhos?

Traga meu arco de ouro brilhante;
Traga minhas flechas do desejo:
Traga minha lança: Oh sombras reveladas!
Traga minha Carruagem de Fogo!

Eu não descansarei dessa luta interior,
Nem minha espada descansará:
Até que nós tenhamos erguido uma Jerusalém,
Nas agradáveis e verdejantes terras da Inglaterra.



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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 31/3/2018, 05:07


Friedrich von Schiller (1759 - 1805) - Ode à Alegria

Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais agradável
E cheio de alegria!

Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Teus encantos unem novamente
O que o rigor do costume separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu vôo suave.
A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se conosco!
Sim, também aquele que apenas uma alma,
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos dá beijos e as vinhas
Um amigo provado até a morte;
A volúpia foi concedida ao humilde
E o Querubim está diante de Deus!

Alegres, como voam seus sóis
Através da esplêndida abóboda celeste
Sigam irmãos sua rota
Gozosos como o herói para a vitória.

Abracem-se milhões de seres!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos! Sobre a abóboda estrelada
Deve morar o Pai Amado.
Vos prosternais, Multidões?
Mundo, pressentes ao Criador?
Buscais além da abóboda estrelada!
Sobre as estrelas Ele deve morar.

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 11/4/2018, 06:03


Lorenzo de' Medici, il Magnifico - Il Trionfo di Bacco e Arianna

Quant’è bella giovinezza,
che si fugge tuttavia!
chi vuol esser lieto, sia:
di doman non c’è certezza.

Quest’è Bacco e Arïanna,
belli, e l’un dell’altro ardenti:
perché ’l tempo fugge e inganna,
sempre insieme stan contenti.
Queste ninfe ed altre genti
sono allegre tuttavia.
Chi vuol esser lieto, sia:
di doman non c’è certezza.

Questi lieti satiretti,
delle ninfe innamorati,
per caverne e per boschetti
han lor posto cento agguati;
or da Bacco riscaldati
ballon, salton tuttavia.
Chi vuol esser lieto, sia
di doman non c’è certezza.

Queste ninfe anche hanno caro
da lor essere ingannate:
non può fare a Amor riparo
se non gente rozze e ingrate:
ora, insieme mescolate,
suonon, canton tuttavia.
Chi vuol esser lieto, sia:
di doman non c’è certezza.

Questa soma, che vien drieto
sopra l’asino, è Sileno:
così vecchio, è ebbro e lieto,
già di carne e d’anni pieno;
se non può star ritto, almeno
ride e gode tuttavia.
Chi vuol esser lieto, sia:
di doman non c’è certezza.

Mida vien drieto a costoro:
ciò che tocca oro diventa.
E che giova aver tesoro,
s’altri poi non si contenta?
Che dolcezza vuoi che senta
chi ha sete tuttavia?
Chi vuol esser lieto, sia:
di doman non c’è certezza.

Ciascun apra ben gli orecchi,
di doman nessun si paschi;
oggi siam, giovani e vecchi,
lieti ognun, femmine e maschi;
ogni tristo pensier caschi:
facciam festa tuttavia.
Chi vuol esser lieto, sia:
di doman non c’è certezza.

Donne e giovinetti amanti,
viva Bacco e viva Amore!
Ciascun suoni, balli e canti!
Arda di dolcezza il core!
Non fatica, non dolore!
Ciò c’ha a esser, convien sia.
Chi vuol esser lieto, sia:
di doman non c’è certezza.

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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 27/4/2018, 01:40


Jaguadarte (Jabberwocky) - Lewis Carroll

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”

Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!

Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.

“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.



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Re: Poesias extraordinárias

Mensagem por Alquimista em 6/5/2018, 01:25


OCASO - Oswald de Andrade




No anfiteatro de montanhas
Os profetas do Aleijadinho
Monumentalizam a paisagem
As cúpulas brancas dos Passos
E os cocares revirados das palmeiras
São degraus da arte do meu país
Onde ninguém mais subiu
Bíblia de pedra sabão
Banhada de ouro das minas




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