Mundo da Música

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 9/10/2018, 02:20


GASPAR FÃS

Nós, os verdadeiros diletantes, amantes da BOA MÚSICA, homenageamos o compositor e guitarrista espanhol Gaspar Sanz (1640 - 1710)...

PORQUE SOMOS DO FÃ-CLUBE ''GASPAR FÃS''!!!!!!!!!

Gaspar Sanz foi a figura central da guitarra barroca espanhola no séc. XVII, e sua influência se estende até o séc. XVIII, já que é mencionado em vários tratados como modelo.

Pouco se sabe de sua vida. Formou-se em teologia pela Universidade de Salamanca, e escreveu Instrucción de música sobre la guitarra española, que é a obra mais compreensível e significativa dedicada a guitarra no período barroco.




Nós, do Clube Gaspar Fãs, não fazemos SACANARIOS quando a música é séria:

Hopkinson Smith - Canarios



Nós, do Clube Gaspar Fãs, não toleramos gracejos e nem damos GARGALHADAS quando a GALHARDA é bem executada:

Julian Bream - Gallardas



Porque temos orgulho de sermos os GASPAR FÃS de GASPAR SANZ!

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 12/10/2018, 04:00


Alguém já escutou alguma ópera de Leonardo Vinci?

Ópera de Leonardo Vinci??? Como assim???!!!

Essa vocês não sabiam!

Leonardo Vinci (1690 - 1730) foi um compositor italiano do barroco - que nada tem a ver com o artista renascentista - que se tornou muito conhecido por suas óperas. Essas obras foram as primeiras a romper nitidamente com o estilo barroco da era de Alessandro Scarlatti, e exerceram forte influência. Pergolesi foi um de seus alunos.



Mas é tamanho o desconhecimento sobre este compositor, que já vi biografia de Leonardo da Vinci, o renascentista, citando obras do compositor homônimo como se fossem suas. MUAHAHAHAHAHAHA!

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 13/10/2018, 02:06


As orquestras mais antigas do Brasil

A Orquestra Ribeiro Bastos e a Lira Sanjoanense, ambas de São João del Rei, Minas Gerais, são as mais antigas do Brasil e também da América Latina. Estão em atividade ininterrupta desde o séc. XVIII.

A Lira Ceciliana, de Prados, Minas Gerais, também é uma das mais antigas e existe desde o séc. XIX.

A tradição são-joanense nos conta que os componentes da Orquestra Ribeiro Bastos são conhecidos como Rapaduras, por serem morenos e mulatos, enquanto que os da Lira Sanjoanense, de componentes claros, são conhecidos como Coalhadas.

Já tive a oportunidade de estar presente nas sedes dessas três orquestras pioneiras do continente.


E por falar em orquestras históricas brasileiras, é também em Minas que se encontra o teatro mais antigo em funcionamento da América Latina: a Casa da Ópera (Teatro Municipal) de Ouro Preto (antiga Vila Rica), fundado no séc. XVIII.



Claro que também já estive presente nesse teatro.

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 14/10/2018, 02:10


Compositores famosos e suas excentricidades

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791)

Gostava de jogar bilhar e durante muito tempo teve uma mesa em sua casa, onde jogava com Constanze (sua esposa) ou mesmo sozinho. O rolar e o rebote preciso, sólido e tranquilo das bolas dava de algum modo movimento à música que existia na sua cabeça e até lhe sugeria nova música. Enquanto jogava, ia cantarolando, parando o jogo de vez em quando para anotar uma ideia no caderno de notas que conservava aberto sobre a mesa de bilhar.
Adorava usar bordados e joias, jogar, dançar, fazer versos de pé quebrado, bailes de máscaras. Em sua música podemos ouvir a jovialidade desses corações levianos, mas também a jovialidade das máscaras usadas sobre preocupações e pesares.

Ludwig van Beethoven (1770 - 1827)

Beethoven era um homem ''impossível''. Suas maneiras à mesa eram horríveis e uma vez a polícia o deteve como vagabundo; jogava as coisas quando estava zangado e deixava-as cair quando não estava; gostava de brincadeiras pesadas... a não ser que fosse ele o objeto delas; era arrogante e suscetível, insultando seus benfeitores e brigando com os que desejavam ajudá-lo.

Gioacchino Rossini (1792 - 1868)

Era lendária a facilidade e inesgotável reserva de melodias que renderam sucesso rápido a Rossini. Consta que teria dito que era capaz de musicar um rol de lavadeira... e alguns de seus libretos sugerem que talvez ele o fizesse mesmo. Poucos compositores já escreveram mais rápido sob pressão.
Durante um acesso forçado de composição, Rossini ficou em casa 13 dias e tomou a precaução de deixar crescer a barba. ''Se eu tivesse feito a barba'', explicou, ''teria saído e, se tivesse saído, teria voltado muito tarde.''

Franz Schubert (1797 - 1828)

Alguns compositores vivem para a música. Schubert era música: um rouxinol rechonchudo e roliço, sintonizado para a recepção de som celestial. Nunca sabia quando ou onde poderia ter um ataque de música como um acesso de divina loucura. Ia a um hospital visitar um amigo doente... e saía três horas depois com uma abertura para quatro mãos, em Fá. Ou então outro amigo ia buscá-lo para um passeio. Enquanto conversava com ele, Schubert punha-se a escrever, tão depressa quanto a sua pena podia correr, a música para uma balada longa e indizivelmente triste, O Anão. Um domingo, passando por uma cervejaria, Schubert viu um amigo lendo um livro; parou, cumprimentou-o e começou indolentemente a virar as páginas do livro. De repente disse:
_Que bonita melodia me veio à cabeça. Se tivesse um papel de música!
Alguém riscou algumas linhas paralelas no primeiro pedaço de papel que encontrou... que dali a pouco tinha de um lado a delicada música de Schubert para o poema ''Ouve, Ouve a Calhandral!'' e o menu do restaurante do outro. Nesse mesmo dia Schubert musicou mais duas canções de Shakespeare.
Um cantor, Vogl, a quem Schubert enviou uma canção, mandou-a transpor para um tom mais adequado à sua voz. Duas semanas depois, quando Vogl pôs a canção transposta diante dele no piano, Schubert tocou-a e disse:
_Não é uma má canção... de quem é?
Se gostava dum poema, este imediatamente começava a falar-lhe na sua linguagem, que era música. Por uma magia qualquer de que nem mesmo o gênio que a possui sabe o segredo, as palavras eram quase instantaneamente transmutadas no ouro do som musical.
Schubert começava a trabalhar apenas se levantava, ou mesmo antes. Alguns biógrafos dizem que ele ia dormir com os óculos a fim de não ter que perder tempo a procurá-los se lhe ocorresse alguma ideia de noite. Trabalhava seis ou sete horas, todos os dias. ''Quando uma peça está feita'', escreveu, ''começo outra''. De tarde ia passear no campo, visitava amigos, cantava com eles.

Robert Schumann (1810 - 1856)

Era tão maníaco do piano que, quando ia viajar com amigos, levava consigo um teclado silencioso para praticar na carruagem. Uma ocasião o desejo de tocar foi tão irresistível que entrou numa loja de música, sentou-se a um piano e tocou várias horas, com a desculpa de que o estava experimentando para um rico discípulo. Tinha o dom divertido de improvisar caricaturas reconhecíveis de seus amigos ao piano. Tudo lhe pressagiava uma carreira de virtuose do piano.
E então, esperando aumentar a habilidade do dedo anular, Schumann inventou uma geringonça que o mantinha curvado para baixo e para trás. Isso aleijou-lhe o dedo permanentemente e pôs fim às suas esperanças de se tornar um concertista. Então, toda a sua energia impulsiva, sua ternura introspectiva e seu sentimento poético se voltaram para a composição. O mundo talvez tenha ficado mais rico pelo fato de Schumann ter perdido um dedo.

Richard Wagner (1813 - 1883)  

Difícil encontrar um homem mais egocêntrico, mais totalmente egoísta do que Wagner. Ninguém que discordasse dele tinha jamais razão. Todo o mundo tinha que ouvi-lo a ele, quer estivesse discutindo, pregando, lendo suas próprias palavras, cantando ou tocando sua própria música... sempre a sua. Tomava emprestado a torto e a direito sem nunca pensar em pagar, porque o mundo devia a um gênio como o seu não só a manutenção, mas também todos os luxos que o seu capricho momentâneo exigisse - perfumes, tetos colgados de cetim, paredes cobertas de cortinados de seda.
Usava seus amigos como escadas, que empurrava para o lado apenas o tinham ajudado a subir um pouco mais. Para ele as mulheres eram passatempos, escravas, um auditório cativo. Roubou Cósima, filha de Liszt ao marido, Hans von Bülow, que fora seu amigo mais íntimo e leal defensor de sua música.  

Johannes Brahms (1833 - 1897)

Ele gostava de soldadinhos de chumbo - a cor disciplinada de suas manobras era como as configurações da música que ele compunha. Uma vez recompensou uma moça que tocou o seu concerto particularmente bem levando-a ao belo parque de Viena, o Prater, e andando nos carrosséis em sua companhia.
Esse homem desalinhado, exteriormente excêntrico, que conservava o seu dinheiro amarrado em pacotes e tinha algumas das suas melhores ideias quando engraxava os sapatos, foi um dos supremos arquitetos da estrutura musical complexa e sistemática. É verdade que ele gostava de colecionar canções folclóricas e música cigana; compôs canções que rivalizam com as de Schubert em sua pureza delicada e festiva. Mas o seu lugar como um dos três imortais Bês (Bach, Beethoven e Brahms) é devido principalmente ao seu poder de encher essa catedral de forma musical, a sinfonia, com ideias musicais que assumiam seus nobres contornos, mas que eram totalmente originais e novas.

Edvard Grieg (1843 - 1907)

Toda a vez que Grieg saía de casa deixava sobre os seus manuscritos musicais uma nota que dizia: ''Caros ladrões: por favor, não levem estes papéis... eles não tem valor para ninguém senão para mim.'' Ele estava sendo muito modesto. Sobre a sua mesa havia sempre pelo menos esboços de alguma daquela música que o tornou uma figura nacional da Noruega.

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 15/10/2018, 01:15


Os músicos eruditos se dedicam intensamente aos fundamentos da música. Já a galerinha do tecnobrega, do sertanojo do universotário e do funk carioca se dedicam de corpo e alma aos AFUNDAMENTOS da música.

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 15/10/2018, 01:19


No romantismo dizia-se que os tchecos da Boêmia eram o povo mais musical da Europa. Tão musicais eram, segundo a lenda, que se colocava ao alcance de todo o recém-nascido uma colher de prata e um violino. Se a criança estendia as mãos para a colher, ia ser um comerciante... ou ladrão... Mas, naturalmente, todo o recém-nascido tcheco que se prezava estendia as mãos para o violino.

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 15/10/2018, 01:37


Compositores famosos e suas excentricidades

Peter Ilich Tchaikovsky (1840 - 1893)

Esse homem morbidamente tímido e infeliz foi durante 13 anos amparado por uma das relações mais estranhas dos anais do amor trovadoresco. A dama foi Nadezhda Filaretovna von Meck, uma viúva dez anos mais velha do que ele e extremamente rica apesar de seus 11 filhos. Ela se apaixonou pela música de Tchaikovsky e pediu-lhe uma fotografia, porque, escreveu, ''quero sondar o seu rosto para descobrir os sentimentos e a inspiração que o faz escrever música que nos arrebata para o mundo de esperança e anelo insaciável''.
Durante 12 anos Madame von Meck deu-lhe uma pensão anual de 6.000 rublos, que lhe permitiu dedicar-se a compor o que quisesse. Às cartas íntimas trocadas pelos dois devemos a maioria do que sabemos sobre a vida interior de Tchaikovsky. Mas, por incrível que pareça, eles nunca se encontraram; nunca conversaram a não ser no papel. Mais ou menos uma vez por ano viam-se por acaso num salão de concertos, mas nenhum dos dois fazia qualquer sinal. Enquanto ela estava fora, Tchaikovsky visitava a casa dela em Moscou, olhava o seu quarto de dormir, tocava em seus pianos, depois escrevia-lhe a respeito. Era assim que eles queriam que fosse.
Madame von Meck pôs um fim súbito a essa estranha amizade cortando-lhe a pensão, com a desculpa de que estava à beira da ruína. Embora Tchaikovsky não mais precisasse tanto do dinheiro, ficou profunda e permanentemente ferido em seu orgulho.

Tchaikovsky quase nunca ficava satisfeito com o que compunha. O Quebra-Nozes, por exemplo, era a que menos ele gostava e a que acabou se tornando mais popular. Mas uma noite, em 1892, quando viajava para Paris, ouviu na mente os acordes de uma música que o fizeram chorar. Eram tão irresistíveis que em quatro dias ele tinha escrito o primeiro movimento de uma sinfonia e o restante, disse ele, estava claramente esboçado em seu espírito. Foi a sua sexta e última - a Patética.  
''Nunca na minha vida eu tinha ficado tão satisfeito comigo mesmo'', escreveu ele, ''nem tão orgulhoso felizmente consciente de que fizera de fato alguma coisa boa.''

Antonín Dvořák (1841 - 1904)

Dvořák teve paixão por trens durante toda a vida. Em Praga, ele ia todas as manhãs bem cedo ao parque de manobras da estrada de ferro para ver as locomotivas. Algumas vezes pedia aos alunos do conservatório que fossem até à estação e tomassem o número da máquina que devia puxar determinado trem nesse dia.

Nikolay Andreyevich Rimsky-Korsakov (1844 - 1908)

Quando rapaz, a única ambição de Rimsky-Korsakov era fazer-se ao mar. Um de seus tios era almirante, seu irmão mais velho era um brilhante oficial de Marinha. O jovem Rimsky-Korsakov estudava cartas celestes e brincava de capitão de navio. Embora dotado de notável talento musical, não gostava especialmente de música. Tomava as lições normais e começou secretamente a fazer pequenas composições, pela mesma razão que um rapazinho desmonta um relógio, explicou ele mais tarde.
Quando tinha 12 anos, deixou sua casa e foi para S. Petersburgo para estudar na escola naval. Enquanto crescia, continuou rabiscando música e aos 18 anos começou uma sinfonia, que levou consigo quando seguiu para um cruzeiro de dois anos e meio no mar. O Andante foi escrito quando seu navio estava ancorado em águas inglesas.
Alguns meses depois do fim do cruzeiro, essa Sinfonia em Mi Bemol Menor foi executada em S. Petersburgo. O auditório notou com surpresa que o moço que agradeceu os seus aplausos vestia uniforme da Marinha. O Ten. Rimsky-Korsakov não ficou menos surpreendido quando leu no dia seguinte que a sua era a primeira sinfonia de um russo até então produzida.
Nos poucos anos seguintes o talentoso tenente levou uma vida dupla. Parece que recebia o seu ordenado de oficial regularmente, mas passava a maior parte do tempo ouvindo, aprendendo, discutindo, tocando e compondo música. Tornou-se um daquele famoso grupo de compositores, conhecido como ''Os Cinco'', que deu aos russos consciência de seu tesouro de música e contribuiu com algumas obras-primas próprias num idioma nacional. Com uma exceção, a de Balakirev, nenhum dos ''Cinco'' era então músico profissional: Borodin, o compositor de Príncipe Igor, era químico; César Cui tornou-se tenente-general de engenharia; Moussorgsky (que escreveu a ópera Boris Godunov) tinha sido oficial da Guarda imperial.
Inesperadamente, quando tinha 27 anos, Rimsky-Korsakov foi nomeado Professor de Composição Prática e Instrumentação do Conservatório de S. Petersburgo. Foi nomeado apenas porque Balakirev queria colocar um dos ''Cinco'' no campo do inimigo acadêmico. Não havia outra razão: Rimsky-Korsakov não tinha o menor preparo para tal lugar, nunca regera uma orquestra; era quase analfabeto em gramática da música. Mas era um homem de inteligência poderosa, dotado de enorme paciência e energia.

Karlheinz Stockhausen (1928-2007)

Sejam quais forem as flutuações de gosto futuro, o génio de Stockhausen ficará na história da música. A sua relação com os sons era tão extraordinária que a considerava extraterrena (dizia às vezes ter vindo da órbita de Sirius); tinha quatro anos quando a mãe, depressiva, fora internada e abatida no quadro de um plano eugenético nazi. O pai morreu na frente russa. Stockhausen que estudou música, filosofia e matemática e inventou desde muito cedo maneiras novas de compor, tinha carisma invulgar - os seus cursos atraíam alunos de todo o mundo - e um ego descomunal. Seduzia as mulheres e convencia os homens; casou-se e divorciou-se duas vezes, nos últimos anos vivia com uma saxofonista e uma flautista. Criou a sua própria empresa cujas gravações exclusivas fazia pagar caras. E até ao fim trabalhou: ia apresentar obras novas em Bolonha e Amesterdão em 2008.
https://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_in_memorium/karlheinz-stockhausen-1928-2007=f197725#gs.buromxo

A personalidade de Stockhausen era difícil. Ensimesmado em máxima potência e ato, seu ego descomunal despertava mais sentimentos avessos que solidários à sua empreitada como grande inovador da linguagem musical. Mas sempre foi preciso, para cada um de nós que desfrutávamos e desfrutaremos de sua música, ser maior que a mesquinhez para entender que atrás de sua postura intransigente e auto-centrada delineava-se uma das figuras mais íntegras que as artes conheceram.

Vivia com suas duas mulheres –Suzane Stephens e Kathinka Pasveer, ambas excepcionais musicistas–, tinha sua própria editora, dona de belíssimas edições de suas partituras e CDs, constituiu em volta de si a Bayreuth que Wagner imaginara para sua música.

Desde 1970, quando compôs “Mantra” para dois pianos e moduladores em anel, influenciado por sua viagem ao Oriente, decidiu vestir exclusivamente roupas brancas: uma camisa bordada de origem mexicana, com a qual não só aparecia publicamente, mas também no íntimo de seu habitat, em sua própria casa, que ele mesmo desenhou e que, de concreto, vidro e madeira, esconde-se em meio a um bosque em Kürten, nos arredores de Colônia, bosque este que Stockhausen semeou desde a década de 1960.
http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2937,1.shl

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 16/10/2018, 01:51


E a vez em que Richard Christopher Wakeman, mais conhecido como Rick Wakeman, agrediu o pintor surrealista Salvador Dali?



Isso mesmo! Aconteceu em 1970 quando o ''mago dos teclados'' Rick Wakeman tocava no Strawbs.

Durante uma apresentação, um maluco invadiu o palco justamente na hora em que Wakeman executava seu solo de teclado. O invasor, que foi atacado e empurrado para fora do palco pelo tecladista, era ninguém menos que Salvador Dali.

Sobre o incidente, o músico mais tarde declararia: ''Eu não sabia quem ele era. Pensei, 'Bobo velho, vindo no palco acenando com seu bastão'.''  BIG LOL!

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Re: Mundo da Música

Mensagem por Alquimista em 18/10/2018, 02:02


Essa vocês não conheciam...

Wolfgang Amadeus Mozart: Lambe-me na bunda




Lambe-me na bunda é um cânone em Si Bemol Maior a seis vozes:

Lambe-me na bunda, / Sejamos felizes! / Resmungar é em vão! / Rosnar, zumbir é em vão, / é a verdadeira maldição da vida, / Zumbir é em vão, / Rosnar, zumbir é em vão, em vão! / Deste modo, estejamos alegres e contentes, estejamos felizes!

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Re: Mundo da Música

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